maio 18, 2004

ESTÁ NA HORA DA CAMINHA…

Lidar com bichos tem destas coisas. Tão espontânea foi a sua geração como é a revelação dos seus hábitos. Foi assim que nós, progenitores atentos e preocupados, começámos a verificar na criatura uma sonolência inexplicável. Após várias consultas a veterinários, e quando o diagnóstico parecia apontar para a narcolepsia, chegou-se à conclusão que o que o Bicho precisa é de dormir uns tempos. Não estamos a falar de umas horas. Não. É mais que isso. Trata-se de hibernar. Ninguém sabe dizer por quanto tempo o fará mas uma coisa é certa: vai acordar!
Ninguém queria embalar o camafeu! Assim, tirou-se à sorte e lá foi o eleito (cuja identidade permanecerá em sigilo em nome da reputação do desgraçado) embalar o animal até que o gajo roncasse numa cadência inconfundível para os amantes da boa e velha Harley. Lá pegou no sono. Cá em casa é que ninguém dorme…
Enfim, apesar de tudo, descansem que quando houver sinal de vida, os pais tratarão de espalhar a boa nova.
Antes de acabar, só vos pedimos é que não façam barulho que o gajo tem um acordar lixado!
Bons sonhos…

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maio 15, 2004

Utopia

Um Homem e uma Mulher a discutir...

JoJo

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maio 14, 2004

Bendito o fruto do Vosso ventre

(Avé Maria)

Rendo-me! Incondicionalmente. Não quero mais guerra...reconheço a vossa superioridade.Por maior que seja a capa superficial de dureza e robustez, no fundo todos somos grandes bebés barbados, sempre na busca do aconchego do regaço materno em toda as mulheres com que guerreamos. Não há dito mais acertado que aquele que sentencia que por traz de um grande homem existe sempre uma grande mulher.Eu aínda vou mais longe, esse grande homem só é grande por existir essa grande mulher.Tenho para mim que viemos em sociedades matriarcais, mais, muito mais do que nos apercebemos ou gostamos de admitir.A minha prova é Edith Bunker (All in the family). Se olharmos bem dentro daquela personagem, mulher submissa aos caprichos de um marido soez, como tantas que conhecemos por aí, compreendemos que é ela o suporte daquele lar, ela e o desmesurado amor que nutre pela sua familia.
Tenho dito...rendo-me, mas se acaso me apanharem guerreando o Sérgio responde por mim "o coração/é incapaz/de dizer/tanto faz/parte para a guerra/com os olhos na paz"

Mr.T

Publicado por obicho em 12:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 13, 2004

Desabafo de um Homem

Deixo aqui as minhas desculpas pela minha falha da passada semana, no entanto, tentarei colmatar essa falha com um texto 2 em 1, quer isto dizer, um texto que se enquadra em "A Tradição", mas também em "A Guerra dos Sexos". Dois temas de uma só cajadada...

Assim o recebi por email. Assim o transcrevo e partilho:

«Meus amigos, pensei um bocado na vida e é triste... simplesmente triste...
Um gajo dantes chegava a casa do trabalho e a mulher vinha cumprimentar, seguida do cão, aos pulos, contente e satisfeito por o dono estar de volta.
Dava-se um xoxo, perguntava-se como correra o dia... essas merdas!

Depois um gajo abancava no sofá da sala, ligava a televisão no programa desportivo ou nas notícias enquanto a sua esposa na cozinha preparava o
jantar. Acabado que era, ela chamava o gajo para a mesa, baixinho para não interferir com a informação. Um tipo jantava, um belo dum entrecosto grelhado e de vez em quando passava a mão pela febra, descobrindo as meias de ligas e a lingerie rendada que ela pusera para o agradar.

Cafézinho servido e um balão de conhaque acamavam a refeição, enquanto na TV passava um filme de suspense.

Entretanto a mulher dedicada ia trocar de roupa para levantar a mesa e passava de avental por cima do body decotado e correspondente cinto de ligas, desfilando enquanto fazia as lides domésticas.

Um gajo entretanto mandava-a para a cama, aquecer o leito, enquanto ia à casa de banho dar um retoque na higiene.

Na cama, a esposa fazia uma massagem ao seu marido trabalhador e depois, se ele assim o entendesse, faziam amor, após o que ele dormia um sono descansado, apenas para acordar no dia seguinte com um beijo de bons-dias acompanhado do pequeno almoço.

E hoje? Hoje não há nada disto...

Hoje em dia um tipo chega a casa e a gaja não está porque teve uma puta duma reunião até mais tarde... Foda-se, mas p’ra que é que ela trabalha?
Depois um gajo não pode ter cão porque a porra da associação de condóminos acha que o bicho mija nas escadas. Foda-se, quem é que traz os chinelos? ELES? Caralho pá...

Como não há gaja, um tipo vai ali à Frangolândia da esquina buscar uma porra duma merda cheia de nitrofuranos p’ra debicar. Chega a casa vai p’rá sala, senta-se e pimba, eis que entra a gaja, cheia de pressa, saca uma coxa da ave, o pacote de batatas fritas que um gajo teve meia hora p’ra escolher e abanca alegremente no sofá mais confortável com o comando da TV na mão.

Faz perguntas de retórica do tipo "Tão? Tásse? Correu bem?" e o pior é que responde logo a seguir: "Fixe pá. Baril. Cool. Agora péra aí!"

"Péra aí!"... sabem p’ra quê? Para desatar a fazer um zapping pelos N canais da TVCabo em busca de telenovelas mexicanas e programas da tanga.
Foda-se, não há pachorra!

Fica um tipo sem a coxa do frango, sem batatas, sem TV...

Bem, um gajo vai á casa de banho naquela de cuidar da higiene e caralho pá... aquela merda tá cheia de frasquinhos cor de rosa com uns nomes ilegíveis... mas p’ra que é que a gaja quer tanto frasco caralho??
IRRA!!!!

É melhor ir p’rá cama... Um gajo deita-se, cansado e farto daquela merda, quer dormir, e ASSIM QUE ADORMECE, eis que chega a filhadeputa, atirada p’ra cima da cama assim à bruta já toda nua, sem um pingo de lingerie provocante, destapa um gajo, mete-lhe a cona na boca, grita "-Lambe!", fode um gajo todo violentamente e no fim vem-se umas 15 vezes sem sequer um tipo atingir o orgasmo... No fim, ainda tem a puta da lata de pedir ao gajo p’ra lhe chegar um cigarrinho e uma garrafinha de água que, claro, estão espalhados pela casa...

Um gajo até é um querido e quê, vai buscar essas merdas e quando chega já a gaja dorme, ressonando que nem um cavalo, só para acordar no dia seguinte, dar uma cotovelada no lombo dum gajo dizendo: "-Oi amor... vai lá buscar pão p’rá gente tomar o pequeno almoço..."

Foda-se, já não há carinho!
Onde está o amor que unia os nossos pais?
Onde está o respeito e a cena familiar?
Onde estão os preliminares, caralho??»

Assim está a Tradição que já não é o que era.
E quanto a Guerra dos Sexos, essa está quase perdida.

Biqsi

Publicado por obicho em 12:35 AM | Comentários (4) | TrackBack

maio 12, 2004

Mais do que Guerra...Desejos!

O QUE TODAS ELAS QUEREM:

- Um Deus que as acuda
- Mais tempo
- O anti-rugas miraculoso
- A depilação indolor
- O sétimo sentido
- Uma carreira invejável
- A certeza de que não vai virar uma velha gorda
- Uma costureira a domicílio
- Falar francês
- Salário de homem
- Ficar bem de cabelos molhados
- Um batom que dure oito horas
- Um plano de saúde que cubra limpeza de pele
- Um refúgio
- Acordar com bom hálito
- Romance eterno, mesmo depois de 20 anos de casada
- Lembrar de piadas
- Um corpo que não precise de ginástica
- Aprender a fazer malas
- A cura da celulite
- Receber longas cartas de velhos amigos
- Um guru de plantão
- Uma lipo
- O anticoncepcional sem contra-indicações
- Jantares dançantes
- Uma fada madrinha
- Ser o centro das atenções
- A dieta definitiva

O QUE TODOS ELES QUEREM:

- Saber o que tem para jantar
- Uma secretária avessa a filhos
- Um engraxante que atenda no escritório
- A cura da calvície
- Uma mulher sem passado
- Ter um futuro pela frente
- Ganhar presentes
- Pilotar uma Ferrari em Monza
- Um despertador carinhoso
- A vacina contra o enfarte
- Jamais ter de pedir perdão
- Colo
- Um irmão advogado
- Experimentar o gosto do poder
- Uma herança surpresa
- Dar três sem falhar
- Exibir um passado cheio de traquinagens
- A pílula que acelere o crescimento da barba
- Aprender a reagir diante de lágrimas femininas
- Não ter que dar satisfação
- Trabalhar meio período
- Um helicóptero
- O vigor dos 20, a tarimba dos 40 e o saldo bancário dos 60... tudo isso aos 30 anos
- Morrer sem chifres
- Entender de vinhos
- Um chuveiro que lembre Niagara Falls
- A posse do controle remoto da TV
- Impor respeito sem o menor esforço
- Não se sentir compelido a trocar o pneu de uma mulher
- Distância de fraldas sujas
- Uma caixa de ferramentas
- Um sofá depois do almoço, enquanto a mulher limpa tudo
- O sexto sentido
- Não sentir remorso por não fazer nada em casa.
- Ser o cabeça do casal.
- Ter dois filhos, um casal, e ser o pai , se possível.


ENTROPISTA!

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maio 11, 2004

Diferenças

Sempre a mesma disputa, quem sabe mais, quem é melhor, qual é o mais esperto…
As divergências entre os dois sexos são enormes, mas afinal qual é o sexo forte???
Depois de se dissecar os cérebros do homem e da mulher, conclui-se que o cérebro do homem é muito mais simples e pragmático.
Todos os assuntos são tratados com a mesma importância, ou até talvez não, mas…
O importante é mostrar as suas diferenças:

Homem

Mulher

Conclusão: O sexo forte é realmente, o sexo masculino, Fodasssssssss

Eye

Publicado por obicho em 12:54 AM | Comentários (3) | TrackBack

maio 10, 2004

Alguém tem que ceder (Something's gotta give)

Nunca entendi as diferenças entre homens e mulheres como uma batalha, muito menos uma guerra. Homens e mulheres mudam com a idade, mudam o modo como se vêm, como vêm o mundo, como se vêm a si próprios, suas virtudes e defeitos. Compreender estas diferenças e aceitá-las é parte da “trégua” e parte do segredo para uma sã convivência, quem sabe, para encontrar a felicidade.
Nunca tinha visto isto abordado num filme com tanto humor e inteligência como no filme cujo título abusivamente roubei para este post. Bem me tinham avisado…

Publicado por obicho em 12:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

TEMA DA PRÓXIMA SEMANA

A GUERRA DOS SEXOS. Entre mortos e feridos...
Vamos lá a ver se esta semana ninguém se "corta"...

Publicado por obicho em 12:36 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 09, 2004

TRADIÇÃO – O conceito sociológico.

No seu sentido primeiro, a tradição designa tudo o que é transmitido do passado para o presente: os objectos, os monumentos, as crenças, as práticas e as instituições (Shils, 1981). Mas não se trata de uma simples recorrência estatística; é o valor atribuído pelas gerações presentes ao que é transmitido pelas gerações do passado que constitui a tradição. O carácter normativo da tradição é a força que faz existir uma sociedade através do tempo. Na maioria das vezes, utiliza-se o termo “tradição” no sentido de M. Weber, opondo as sociedades cuja legitimidade é tradicional às sociedades modernas ou industriais, cuja legitimidade é legal-racional. A legitimidade tradicional funda-se no valor do passado enquanto tal e na “autoridade do eterno ontem, isto é, a dos costumes santificados pela sua validade imemorial e pelo hábito enraizado no homem de respeitá-los”. Mas os tipos de legitimidade elaborados por Weber são tipos-ideais: na realidade, nenhuma instituição, e a fortiori nenhuma sociedade, é inteiramente tradicional ou totalmente racional (Gerth, Mills, 1958). A sociedade moderna comporta uma parte de tradições e de novidades inextricavelmente misturadas (Eisenstadt, 1973). A prática mais racional funda-se nos conhecimentos acumulados pelo trabalho das gerações passadas: a vida industrial assenta na ciência e nas técnicas herdadas de uma tradição intelectual. Certos traços característicos das sociedades tradicionais, como formas de autoridade pessoal, subsistem em todas as sociedades modernas. Mesmo nas sociedades ou nas instituições tradicionais, o valor atribuído ao passado nem por isso implica que as práticas transmitidas permaneçam imutáveis. A tradição não é simples reprodução. Nenhuma sociedade poderia sobreviver sem adaptar os objectos, as crenças ou os modelos transmitidos pelo passado. Esta transmissão traz consigo a reinterpretação das tradições por cada geração.
As sociedades modernas têm tendência para subestimar o papel das tradições, na medida em que atribuem um valor privilegiado à inovação económica e à novidade política, económica, social ou cultural. É por isso que as tradições são de bom grado associadas à irracionalidade e às superstições, analisadas como travões à racionalidade da modernização e ao progresso. Associados com frequência às forças “progressistas”, os sociólogos têm por vezes também a tendência para subestimar o peso das heranças e da história e do papel que elas desempenham na vida dos grupos, ou mesmo da sociedade no seu conjunto. (Raymond Boudon, Philippe Besnard, Mohamed Cherkaoui & Bernard-Pierre Lécuyer; 1989)


Tí Macoy

Publicado por obicho em 01:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 08, 2004

A tradição ainda é o que era...

JoJo

Publicado por obicho em 09:30 PM | Comentários (3) | TrackBack

Como sempre...como dantes

(Mais um fado no fado, camané)

É tradição as quartas serem brancas.É tradição, por serem brancas as quartas, passarem as quintas a sextas.É tradição, por tudo o que se disse antes, serem duplas as sextas.Mas as tradições servem para ser quebradas, por isso esta semana tambem foi branca a sexta! Que posso eu dizer, sou um subversivo.

Mr.T

Publicado por obicho em 12:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 06, 2004

Irish tradition


"...A wedding occurred, just outside Cavan in Ireland. To keep tradition going, everyone got pissed and the bride's and groom's families had a storming rage and begin wrecking the reception room and generally kicking the crap out of each other. The police get called in to break up the fight.


The following week, all members of both families appear in court. The fight continues in the court room until the Judge finally brings calm with the use of his hammer, shouting "Silence in Court."


The court room goes silent and Paddy (the best man) stands up and says, "Judge.. I was the best man at the wedding and I think I should explain what happened."

The Judge agrees and asks Paddy to take the stand. Paddy begins his explanation by telling the court that it is traditional in a Cavan wedding that the Best Man gets the first dance with the Bride.

The judge says, "OK."

"Well," said Paddy, "After I had finished the first dance, the music kept going, so I continued dancing to the second song, and after that the music kept going and I was dancing to the third song.. when all of a sudden the Groom leapt over the table, ran towards us and gave the Bride an unmerciful kick in her privates."

The Judge instantly responded... "Wow.. that must have hurt!"

Paddy replies "HURT!.. He broke three of my fingers!"


ENTROPISTA!

Publicado por obicho em 09:57 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 04, 2004

Ou não...

Será que a tradição ainda é o que era??? Eu acho que não. Após 5 meses do ano 2004, o nosso país e o mundo já não são o que eram, tudo está a mudar.
Ora vamos lá a ver…
A corrupção no futebol português em geral e na arbitragem em particular está a mudar, cada vez há mais. O Paulo Portas continua com a obsessão dos submarinos. A Manuela Ferreira Leite continua a “chupar-nos” os €€€. O Sporting está determinado em garantir o 3º lugar no campeonato. O Porto mais uma vez Campeão. O D. Duarte, continua a fazer filhos. A Elsa Raposo muda de namorado, como quem muda de roupa interior. A Cinha jardim faz plásticas. Os portugueses pensam que vão ser campeões do Euro 2004. O Bush ainda não desistiu da guerra do Iraque e o JB continua a fazer relações fortes.
Ora fodassss, afinal a tradição já não é o que era, tudo mudou e pelos vistos parece que para melhor.
Será que é verdade? Eu não posso acreditar.
Ainda bem que tudo está a mudar, pois eu já estava a ficar preocupado com tanta desorganização no nosso mundo em particular e em Portugal em geral. Tenho a certeza então que vou poder aproveitar ao máximo os tempos próximos e ficar descansado para as gerações vindouras, pois vão poder usufruir de tudo melhor….
Ou não…

Eye

PS – Que falta de inspiração, vou dormir que o meu mal é sono)

Publicado por obicho em 01:58 AM | Comentários (5) | TrackBack

maio 03, 2004

A tradição ainda é o que era (revisto e aumentado)

Pelas quinas do escudo português! Ouvi por aí dizer que andamos a hipotecar a nossa tradição enquanto povo. Tradição essa que não é mais do que a pedra basilar de toda uma cultura que se quer preservada para fazer frente ao papão dos tempos modernos - a globalização - que estende as suas garras e ameaça retirar-nos a identidade. No entanto, venho aqui deixar uma palavra de esperança. (E aqui começa a parte menos séria da “cena”).
Se alargarmos o conceito de tradição ou se considerarmos como tal comportamentos repetidos de uma forma contínua e insistente perpetuados entre gerações, facilmente iremos verificar que muitos dos costumes hoje implementados nesta sociedade que é a nossa, remontam, num ou noutro caso às alturas do nascimento da nação. É o caso desse hábito tão português que é o da violência doméstica. Esta realidade atroz é, segundo o ponto de vista aqui (desavergonhadamente) defendido, tão somente uma herança cultural intrínseca ao facto de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, ter arreado em forte na bastarda sua mãe e ter ganho um país com isso. Assim, sim! É de homem.
Também no campo do trabalho infantil fomos pioneiros. Lugar que só temos mantido à custa de muito esforço. Dos petizes, bem entendido. Sempre tivémos por hábito de colocar a nossa juventude a trabalhar desde bem cedo. Reis na flor da adolescência, são mote ao longo da nossa história. Um dos mais famosos pela demora que já leva sem que ninguém saiba do seu paradeiro é, obviamente, el Rey D. Sebastião (se não se lembrarem quem é, é o tipo o da música do José Cid. Oiçam-na e pode ser queaprendam alguma coisa). Se se confirmar a hipótese mais pessimista, que sua majestade morreu em combate por terras africanas, estamos perante um caso de acidente laboral (lá está!).
Noutro campo da sociedade, todos os anos confrontamos a mesma negra e macabra realidade, a sinistralidade automóvel que ceifa, ou melhor, debulha e enfarda milhares de vidas todos os anos. Entrar em contra-mão nas auto-estradas é natural. Tão natural quanto o foi para o Vasco que se enganou no caminho quando queria ir para a Índia e descobriu a América (para todos os que estão a pensar "então mas este gajo não percebe nada de História?" deixem-me dizer-lhes que, como alguns historiadores defendem, a proximidade da rota a terras de Vera Cruz, para uma navegador experimentado, daria sinais inequívocos da existência de terra. Mas, como a conjuntura política não seria ainda favorável dado a indefinição em torno do Tratado de Tordesilhas, Vasco da Gama terá prosseguido para a Índia voltando com essa informação entretanto mantida em segredo e que Pedro Álvares Cabral terá aproveitado. Defendida a minha reputação, continuemos).
Um outro colega seu que respondia pelo nome de Cristóvão Colombo, com dificuldade em encontrar emprego em terras lusas, após ter tentado ganhar a vida como saltimbanco a equilibrar ovos, emigrou para Espanha, conquistando ao seu serviço glória que nos apressámos a reivindicar (afinal de contas o gajo é portuga) e à qual nos encostámos. Qualquer coisa parecida ao viver dos rendimentos dos nossos emigrantes.
As saídas de território nacional nem sempre se fizeram só de razões de ordem laboral. A escolha de terras de Vera Cruz (Brasil, meus amigos, Brasil!) para “refúgio de férias” de uma figura púlica de Felgueiras, homónima de apelido, também não é ocasional. Já por volta de 1807 a corte portuguesa achou por bem dar corda aos sapatos não fosse o caso da coisa dar para o torto.

Pausa para esclarecimento: Quem esteja a ler esta mísera dissertação pode, por esta altura, estar ligeiramente ofendido no seu patriotismo, ou completamente descrente neste vosso amigo. Qualquer que seja o estado de espírito, o meu sincero obrigado por ter aguentado até aqui (este foi, oficialmente o último acto de auto-comiseração. Já deviam saber ao que vinham). Já foram fazer a mija da ordem? Então, siga!

Poderia ainda fazer aqui desfilar um rol de exemplos de acidentes domésticos (outro campo em que estamos muito bem colocados no panorama internacional) de Martim Moniz que se entalou, ao Salazar que caiu da cadeira e (felizmente) aleijou-se, passando por D. Maria Francisca que pariu D. Duarte de Bragança mas, basta! Já chega de maledicência!
Nem só de tristes e infelizes heranças se faz a história deste país à beira mar plantado. O primeiro atleta para-olímpico português, percursor da senda de vitórias dos seus sucessores, visionário vesgo, salvou o grande bastião da literatura portuguesa nadando com um só braço, vendo a meta com um só olho. Desportista ímpar, este Luís Vaz!
Hoje, alguns séculos volvidos, continuamos impregnados destas e doutras tradições que, como aqui expus, poderão ser heranças pesadas mas, simultaneamente, continuamos a ser capazes de grandes conquistas que nos enchem o peito e purgam a alma das merdas do dia a dia. Temos Camões, Saramago e Pessoa; Amália, Eusébio e Figo; fazemos Expos, Euros e Estádios; estradas, auto-estradas e pontes… e, PORRA! Na última até fizémos uma feijoada para comemorar!!! Ah, Portugal!

O Comandante

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TEMA DA PRÓXIMA SEMANA

A TRADIÇÂO. Ainda será como dantes?

Publicado por obicho em 10:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 02, 2004

E quanto ao sexto…

Há quem teorize, convenhamos com alguma coerência, que a existência de um sexto sentido, além dos cinco de índole comum, está intimamente relacionado com a capacidade de premonição ou de percepção.
Ao longo da existência humana a mulher foi a espécie viva que, por excelência, desenvolveu as suas capacidades de forma a se sobressair neste domínio neuro sensorial.
Está comprovado, não cientificamente mas em sentido prático, que a mulher tem uma capacidade superior, em relação ao homem, de antever ou perceber debaixo destas circunstâncias eventos para os quais, nós homens, nem nos passariam pela cabeça.
Digamos que a mulher tem sabido gerir esta vantagem em relação ao homem ao longo de sua existência.
De facto, o homem, devido à sua linearidade de acção, torna-se perceptível ou até mesmo previsível nos seus actos, acções e até mesmo pensamentos.
Sejamos honestos, quando nos deparamos com uma fêmea, vulgarmente denominada “BOA”, “GOSTOSA”, o que é que instantaneamente nos passa pela cabeça? (neste caso especifico, ambas cabeças) é pura e simplesmente o ritual de acasalamento! Nós sabemo-lo…elas…sabem-no!
Fico realmente pasmado quando elas se vangloriam, e com certa razão, de que ainda nós estamos a ir, já elas foram e vieram! (topam? ;p ). Ok, não posso atentar contra semelhante facto. Rendo-me pura e simplesmente às evidências.
Torna-se por estes e outros motivos clarividente que a mulher neste campo tem de levar a nota máxima. Podemos até dize-lo, com alguma mágoa no orgulho de macho, que não seríamos nada sem elas. É um pouco ambígua esta última citação, para alguns até excessiva, mas é claro este é apenas um ponto de vista que, devido à sua envolvencia, não deixa de ser posto em causa.
Reza a história secular que por detrás de um grande homem está uma grande mulher. É inquestionável. Mas deparamo-nos com o velho dilema: “Não se pode passar sem elas e nem se pode viver com elas!”.
Mas como não se pode ser bom em tudo ou não se pode ser o expoente máximo nos diversos domínios da vida quotidiana, devido à sua abrangência, então à que saber contentar-se com aquilo em que somos realmente BONS, ou seja, faze-las SOFRER.

Tí Macoy

Publicado por obicho em 11:16 PM | Comentários (5) | TrackBack

O sexto q?

e ainda..., eu estava a ter não mostrar isto, A MINHA VIZINHA DO LADO!!!!!

JoJo

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