maio 09, 2004

TRADIÇÃO – O conceito sociológico.

No seu sentido primeiro, a tradição designa tudo o que é transmitido do passado para o presente: os objectos, os monumentos, as crenças, as práticas e as instituições (Shils, 1981). Mas não se trata de uma simples recorrência estatística; é o valor atribuído pelas gerações presentes ao que é transmitido pelas gerações do passado que constitui a tradição. O carácter normativo da tradição é a força que faz existir uma sociedade através do tempo. Na maioria das vezes, utiliza-se o termo “tradição” no sentido de M. Weber, opondo as sociedades cuja legitimidade é tradicional às sociedades modernas ou industriais, cuja legitimidade é legal-racional. A legitimidade tradicional funda-se no valor do passado enquanto tal e na “autoridade do eterno ontem, isto é, a dos costumes santificados pela sua validade imemorial e pelo hábito enraizado no homem de respeitá-los”. Mas os tipos de legitimidade elaborados por Weber são tipos-ideais: na realidade, nenhuma instituição, e a fortiori nenhuma sociedade, é inteiramente tradicional ou totalmente racional (Gerth, Mills, 1958). A sociedade moderna comporta uma parte de tradições e de novidades inextricavelmente misturadas (Eisenstadt, 1973). A prática mais racional funda-se nos conhecimentos acumulados pelo trabalho das gerações passadas: a vida industrial assenta na ciência e nas técnicas herdadas de uma tradição intelectual. Certos traços característicos das sociedades tradicionais, como formas de autoridade pessoal, subsistem em todas as sociedades modernas. Mesmo nas sociedades ou nas instituições tradicionais, o valor atribuído ao passado nem por isso implica que as práticas transmitidas permaneçam imutáveis. A tradição não é simples reprodução. Nenhuma sociedade poderia sobreviver sem adaptar os objectos, as crenças ou os modelos transmitidos pelo passado. Esta transmissão traz consigo a reinterpretação das tradições por cada geração.
As sociedades modernas têm tendência para subestimar o papel das tradições, na medida em que atribuem um valor privilegiado à inovação económica e à novidade política, económica, social ou cultural. É por isso que as tradições são de bom grado associadas à irracionalidade e às superstições, analisadas como travões à racionalidade da modernização e ao progresso. Associados com frequência às forças “progressistas”, os sociólogos têm por vezes também a tendência para subestimar o peso das heranças e da história e do papel que elas desempenham na vida dos grupos, ou mesmo da sociedade no seu conjunto. (Raymond Boudon, Philippe Besnard, Mohamed Cherkaoui & Bernard-Pierre Lécuyer; 1989)


Tí Macoy

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maio 02, 2004

E quanto ao sexto…

Há quem teorize, convenhamos com alguma coerência, que a existência de um sexto sentido, além dos cinco de índole comum, está intimamente relacionado com a capacidade de premonição ou de percepção.
Ao longo da existência humana a mulher foi a espécie viva que, por excelência, desenvolveu as suas capacidades de forma a se sobressair neste domínio neuro sensorial.
Está comprovado, não cientificamente mas em sentido prático, que a mulher tem uma capacidade superior, em relação ao homem, de antever ou perceber debaixo destas circunstâncias eventos para os quais, nós homens, nem nos passariam pela cabeça.
Digamos que a mulher tem sabido gerir esta vantagem em relação ao homem ao longo de sua existência.
De facto, o homem, devido à sua linearidade de acção, torna-se perceptível ou até mesmo previsível nos seus actos, acções e até mesmo pensamentos.
Sejamos honestos, quando nos deparamos com uma fêmea, vulgarmente denominada “BOA”, “GOSTOSA”, o que é que instantaneamente nos passa pela cabeça? (neste caso especifico, ambas cabeças) é pura e simplesmente o ritual de acasalamento! Nós sabemo-lo…elas…sabem-no!
Fico realmente pasmado quando elas se vangloriam, e com certa razão, de que ainda nós estamos a ir, já elas foram e vieram! (topam? ;p ). Ok, não posso atentar contra semelhante facto. Rendo-me pura e simplesmente às evidências.
Torna-se por estes e outros motivos clarividente que a mulher neste campo tem de levar a nota máxima. Podemos até dize-lo, com alguma mágoa no orgulho de macho, que não seríamos nada sem elas. É um pouco ambígua esta última citação, para alguns até excessiva, mas é claro este é apenas um ponto de vista que, devido à sua envolvencia, não deixa de ser posto em causa.
Reza a história secular que por detrás de um grande homem está uma grande mulher. É inquestionável. Mas deparamo-nos com o velho dilema: “Não se pode passar sem elas e nem se pode viver com elas!”.
Mas como não se pode ser bom em tudo ou não se pode ser o expoente máximo nos diversos domínios da vida quotidiana, devido à sua abrangência, então à que saber contentar-se com aquilo em que somos realmente BONS, ou seja, faze-las SOFRER.

Tí Macoy

Publicado por obicho em 11:16 PM | Comentários (5)

abril 25, 2004

The girl next door (part 2).

Pá, estão a ver aqueles dias em que tudo corre mal desde o levantar ao deitar? Dias esses em que tudo o que dizemos e fazemos é mal interpretado por outros? Pois bem foi num desses dias filhos da puta que sucedeu uma das partes mais marcantes da minha insignificante vida, uma que nem vos passa pela cabeça e que face a expressão não deixa de ter a sua componente surrealista.
Atolado em problemas e cheio de constrangimentos terminara a minha pessoa mais um meio-dia de trabalho “árduo” onde o ponto alto da manhã fora uma simples repetição de cliks consecutivos em torno de um projecto em Access. O computador parecia estar mais interessado em fuder-me o juízo, testando até onde poderiam as minhas capacidades de paciência e persistência chegar, convenhamos dizer algo que não abunda em grande quantidade. Farto de ser vaiado pela puta da máquina decidi abandonar aquele local de tortura psicológica e partir rumo a casa à procura das merecidas Migas à Alentejana.
Findo o trajecto de emprego casa, PUTA CO PARIU, e as chaves???? Tinham ficado em cima da secretária! Após uma rajada de palavrões obscenos, lá teve que senão pôr-se a caminho cá o “mangas” e rapar com o dobro do trajecto já dispendido.
Bem a manhã estava a ser do mais lindo e as perspectivas de melhoras atendendo a esta sequencia de acontecimentos não poderia tender para melhor.
Já em casa e estando eu a arrear uma cagada o que pensam que poderia estar para rebentar???? O meu cú não, caralho! A campainha da porta.
Dlin, dlon após dlin, dlon, lá tive que limpar a cu às pressas e dirigir-me para a porta para ver quem seria a alminha que me impedia de realizar a necessidade fisiológica com todos os apuros necessários.
Ao abrir a porta, não, não… era a puta da velha do lado para deixar uma carta que fora colocada na sua caixa de correio por engano. Daaaaa-se.

Ps: Estavam a espera de cenas tipo Playboy, não???

Tí Macoy

Publicado por obicho em 10:12 PM | Comentários (1)

abril 18, 2004

Os verdadeiros magos…

…somos NÓS CARAGO!!! (á boa e típica maneira do norte) Arrogância? Talvez. Banalidade? Duvido. Realidade? Sem sombra de duvidas!
Dirão aqueles que ainda continuam fiéis à causa e assíduos às dissertações, por vezes menos próprias mas com certeza com algum fundamento, que realmente se realizam MILAGRES neste cantinho do Ciber Espaço.
Sim a magia está presente no quotidiano deste mundo virtual onde tudo de diz e nada faz mal. Convenhamos que é necessária alguma dose de persistência adicionada a uma valente porção de genialidade para abordar temas, como temos vindo a constatar, do mais absurdo ao mais razoável.
Sete cabeças, todas diferentes, feitios e personalidades ambíguos iniguais, mas moldando-se, adaptando-se, harmonizando-se e complementando-se como se de um todo de trata-se, teorizando, exacerbando, denegrindo, ridicularizando e dissertando na mesma direcção. Isto, meus amigos, é o que realmente significa juntar sinergias e partir para a “porrada” por esse mundo fora, provocando, incitando por vezes à revolta aqueles que nos lêem. ( Eye, esta é para ti. ;) ).
A magia também esta escondida em certos momentos de auto punição (Long live the Captain), bem como de certa fadiga intelectual do famigerado Tí Macoy (à que saber reconhecer as coisas!!!).
A magia está sempre presente nas declarações algo imperceptíveis e dissimuladas do nosso caro Entropista, bem como do nosso Biqsi, que escreve, escreve, … e só leva “porrada” do Portished. (LOL)
Jojó és o maior! Mr. T, fica aqui presente que votarei em ti nas próximas eleições.
De facto não é fácil mas esta patente a persistência, a dedicação e o empenho de todas as cabeças do bicho para levar a cabo e terminar a obra que lhes foi designada.
“Blogar ou não Blogar, eis a questão!”

Admitam, somos ou não OS VERDADEIROS MAGOS DO SEC. XXI??????, e o Coperfield que se FODA!


Tí Macoy

Publicado por obicho em 03:25 PM | Comentários (3)

abril 11, 2004

MAD WORLD ???

Dois opostos, dois contrários, dois estados diferentes. Será que ambos se conjugam, ambos se complementam? Estaremos a contrariar as leis da física, da psique, do relacionamento entre dois seres diferentes? Será algo nato, intransponível, inultrapassável?

No universo, onde todos os seus elementos se conjugam numa perfeita harmonia e sintonia, onde tudo tende para o equilíbrio, será que podemos afirmar o mesmo no campo do amor versos guerra?
Não terão forçosamente de coexistir ambos, interligados, dependentes um do outro, para que todas as leis do Criador se fundamentem? Guerrear para dar lugar, amar para ser correspondido?

Onde estaríamos se tudo fosse aprazível, belo, puro, sem rivalidade, ódio, ira? Será que realmente conseguiríamos adaptar? Passar sem ambos? Conseguiríamos lidar apenas com um dos campos? Se’s e mais se’s. Porquê tantas dúvidas?
É necessária sabedoria para lidar com ambos, isso sim. Onde ir compra-la? À loja da esquina? Duvido!

Poderia o equilíbrio algum dia ser alcançado? Mesmo assim será que teriam de forçosamente coexistir, correlacionar-se, dependerem mutuamente um do outro? A balança estaria assim em equilíbrio, morrendo e dando lugar, amando e deixando de amar?

Porquês e mais porquês! Conseguiremos algum dia resolver o conflito? Conseguiremos nós sobrepor o amor ao ódio, a violência, a xenofobia, ao orgulho, ao preconceito?

As minhas sinceras condolências a todos os familiares das vítimas de atentados contra a vida humana, perpetrados quer por gente racional quer irracional.

Tí Macoy

Publicado por obicho em 08:22 PM | Comentários (0)

abril 05, 2004

Evangelizar, evangelizar.

O dia revelara-se calmo, quente, ensolarado, convidativo a um bom repasto, recheado de iguarias que fizessem rezar e suplicar por mais. O Bicho, mau, passeara-se pelo Monte da Oliveiras, lazeirento e podengoso. Os seus discípulos, porra, nem velos. Tamanha fora a seca a do dia anterior. Lá para o minguar da tarde e com a vasilha intestinal quase pelas costuras, após um bom concerto em dó menor gerado pelo ventre, lá marchou o líder espiritual para a sua sala de sobrado.
Preparava-se com estremo afinco a festa, mais conhecida na altura como a Páscoa. Pão livre de fermento, denominado ázimo, e vinho eram o ponto forte deste momento de consagrado retiro espiritual. Os discípulos, convidados via e-mail, principiavam a arrimar às instalações. O ambiente estava porreiro, bastante animado até. A malta divertia-se a brava com as piadas secas proferidas pelo mentor espiritual. O Pão, em representação da pessoa que era o Bicho, já estava a tender para o bolorento, ou isso não pressagiasse algo de ruim, enfim, que mau gosto. Em compensação, o vinho, bolas esse era do melhor, ou não o confirmassem os discípulos já com uma estaleca daquelas…
Por esta altura já saíra o roto do Iscariotes, aquele chibo de merda, que não fazia senão andar a roubar o protagonismo do chefe.
Por fim, com toda a malta já mais para lá do que para cá, atingia-se o expoente máximo deste “meting” conforme reza a história secular contida nas puras e sagradas escrituras do evangelho do Bicho.
- “ Meus irmãos, hoje vamos todos às Putas”
Primeiro o silencio…depois…o delírio. Este sim, apoderou-se de todos. Já se perdera todo o sentido e o propósito com que se iniciara esta reunião familiar. Com o bandulho atolado até à gola e menosprezando o significado deste momento memorável, saiu tudo como um relâmpago, como se de um eminente ataque suicida se tratasse.
A noite fora longa. Ninguém conseguira resistir. O pecado fluía pelas entranhas. O vómito regozijava-se. As putas, essas, coitadas…
A manhã tornara-se uma constante. A luz até feria o mais acérrimo dos cegos. Ninguém se conseguira conter. O líder, caminhava, em direcção ao local sacrificial, todo torto, e gregoriado. O cheiro que emanava aturdia. As asneiras proferidas, essas eram seguidas.
- “Meus irmãos, hoje neste dia, cesso a minha caminha como líder e mentor desta nobre causa que nos tem unido. Bloguem, bloguem até a parte mais distante da terra. A partir deste momento não mais estarei convosco, partirei, mas não vos abandonarei.”
E assim foi. Os dons de blogar residiram sobre os seus fiéis discípulos até o ultimo destes decidir tirar férias e ir para as Maldivas.

Tí Macoy

Publicado por obicho em 01:05 AM | Comentários (2)

março 29, 2004

Life after death is...

A minha opinião sobre o tema em questão, digamos, que é um pouco ambigua, isto porque quando se aborda este assunto só me passa pela cabeça um grande vazio espaço-temporal como .....


ou seja.....


...espero que tenham compreendido! Se assim fôr estão de parabens porque eu próprio não entendo!


Tí Macoy

Publicado por obicho em 02:37 PM | Comentários (1)

março 22, 2004

Tarde e a más horas.

Após um longo dia de ressaca, a inspiração bateu a porta, podendo continuar a marcar presença na blogo-esfera. A noite foi animada, bom ambiente, boa musica, cerveja, amigos, gajas, gajas e muita cerveja. Refiro-me em particular à 1ª noite da 21ª Feira Internacional da Ovelha, a “OVICOPOS”, como eu a rotulo.
Faziam-se representar no recinto os pais do Bicho, a maioria para ser preciso, uma vez que por motivos do foro pessoal, lamentavelmente, dois não puderam comparecer. Conforme documentado nas “Noites Alentejanas” a malta estava em ala. O clima era incrivelmente espectacular. Os “da weazel” faziam o público vibrar com as suas melodias e com o seu som RAP. A tasca da imperial mesmo por detrás ajudava a matar a sede. O cheiro alucinatório da “Ganza” pairava pelo ar ajudando a malta a curtir o som auditivamente pesado para alguns. Eu, particularmente, ansiava expectante o “tás na boa”, adoro esta.
Findo o concerto, que até foi fixe, a malta flanqueou para a Av. Da Bebedeira, onde era quase impossível circular. O mercúrio descera um pouco mas a malta essa continuava a aquecer cada vez mais. Passaram as horas sem darmos por elas e avançamos pela madrugada dentro. Por incrível que parecesse, a malta não dava tréguas e continuava a marcar pontos no “score”. As tascas não davam vazão à enchente que se fazia notar desde o início da noite. A malta amiga aprecia repentinamente no meio da multidão semi alcoolizada e eufórica.
A noite estava ao rubro.
Já dando sinais de fadiga renal, tive de irromper no meio da multidão em direcção à vedação, mictório por excelência do bom portuga, para aliviar a tripa e continuar a encher a caldeira. Não me recordo com exactidão da quantidade de cerveja ingerida, o que sei é que não paguei nem metade do que ingeri. Enfim que sacrifício tão grande!
O Crazy já desaparecera, o Pai Natal recolhera ao pólo junto com o amigo. Restavam, o Entropista, o Jojo, o Comandante e Eu. Os quatro mais temerosos que teimavam em abandonar o local do crime ainda sem o recurso às tradicionais figuras “tristes”.
Na tentativa de acalmar o estômago, que já dava também sinais de fadiga, lá marchou o “Hotdog” da praxe.
A noite já derivava para o amanhecer quando a malta se rendeu e abandonou o recinto, ainda apinhado de multidão. Eu, a Furacão e o Entropista deixamos o Comandante e o Jojo entregues à sorte. Regressamos aos nossos lares para dar início à fase seguinte: “O descanso do Guerreiro”, sim porque isto de andar na noite tem mais que se lhe diga.
E assim se passou a primeira noite desta que é a semana mais longa das noites Alentejanas.

Ps: Desta tive de invocar o nosso santo padroeiro, o Gegório 

Tí Macoy

Publicado por obicho em 12:00 AM | Comentários (3)

março 14, 2004

Car pé do quê???

Fodasse, recuso-me a pronunciar este palavrão.
Vinho tinto, minis, bebedeiras, "bradar ao Gregório", putas, foder, petiscos, isto sim, são palavras familiares ao comum dos Alentejanos, agora… carpé não sei das quantas… haja paciência, nem todos são super dotados linguisticamente para saber o que é esta merda. Vão se catar, seus morcões e todos os que vão atrás de paneleirices de género, já agora, só falta é iniciar uma cadeia de SPAM com estas bichanices.
Viver o dia a dia já é fodido. Já basta as sacanices que um gajo tem de mamar pelo dia fora, quer de “amigos”, patrões, gajas, se não ainda ter de viver iludido com putanhices destas.
Abram os “olhinhos” prá realidade e deixem-se de “filha putices” destas. Pensem é nos desgraçados que não tem onde cair mortos, naqueles que sofrem a perda da vida por causa de ideologias estúpidas e vivam com consciência. Vejam mas é as merdas que armam e não se deixem aldrabar com sentimentos gays. Se vos foderem, então fodam tantos quantos poderem, pois isso é o que farão convosco, mal haja oportunidade para tal.
E para terminar, lambam-me o cú seus filhos da puta e façam-me umas boas mamadas, isso sim é “CARPÉDIEM” ou o raio que o foda!

Tí Macoy

Publicado por obicho em 04:43 PM | Comentários (7)

março 07, 2004

Aprender, sempre a aprender.

O dia decorria pacificamente, a viagem de regresso a casa após uma jornada de trabalho árduo revelava-se calma, sem atritos e confusões, a vista era agradável e reconfortante, maxi-cinto, langerie arrendada de cor negra, cabelo liso em tons de louro acastanhado, enfim, como apelidado na gíria, uma febra do caraças. O cenário era perfeito até que a meio do trajecto sou obrigado a desviar a minha atenção deste monumento feminino em detrimento dum “filha da puta dum puto” que era daqueles de fazer perder a paciência até a um Santo num abrir e fechar de olhos. Esta amostra de homo sapiens, porque era disso que se tratava, duma amostra com aproximadamente dez anos de idade, não fazia mais nada senão constranger, quer a sua “Santa mãezinha”, quer as pessoas que ao seu redor se encontravam, com questões do mais “estúpido e banal” e imaginariamente possível. Lembro-me de algumas mas o teor delas não interessa. Digamos que o carácter e a forma, esses sim são relevantes.
- “Oh, mãezinha, o que é aquilo???”
A mãezinha explicava com a sua paciência bordada a ouro…
- “Oh, mãezinha, e o que é aquilo???”
A mãezinha, mais uma vez explicava com a sua paciência bordada a ouro…
- “Mas, oh mãezinha, e o que é aquilo ali???”
A mãezinha, mais uma vez ajudava o seu pequenote a entender, com a sua paciência bordada a ouro…
- “Olha lá mãezinha, o que é que aqueles dois senhores estão fazendo ali???”
A mãezinha crida ia para responder ao seu filhote, mas encabulada e hesitante, parou para pensar…quando se ouve uma voz lá bem do fundo, entediada e fula:
- “ESTÃO A FUDER”


Tí Macoy

Publicado por obicho em 12:59 AM | Comentários (1)

fevereiro 29, 2004

Azar Vs Sorte

Azar:

hoje não me apetece minimamente dissertar...

Sorte:

a dos nossos caros leitores, que não têm de levar com as minhas asneiras!


Tí Macoy

Publicado por obicho em 06:47 PM | Comentários (2)

fevereiro 22, 2004

Ouvi dizer…

…que estão todos FUDIDOS. O Mundo vai acabar em breve e o cataclismo desencadear-se-á a partir de Portugal, mais rigorosamente falando. Sim a MERDA por este país fora é tanta que em breve iniciar-se-á uma reacção em cadeia, que levará tudo e todos em direcção ao Apocalipse. Giro, não? Será pura especulação científica ou os “muchachos” do governo têm mesmo razão quando afirmam peremptoriamente que esta desgraça de país não tem solução. O País fede, tresanda de tanta hipocrisia, de tanta corrupção, de tanta pedofilia.
As promessas até agora têm revelado pouco credíveis, nulas, miseráveis, inalcançáveis.
Ou esta MERDA toma outro rumo ou então será o inevitável.
A Comunidade Europeia quer injectar mais uns trocos para recuperar da situação em que nos encontramos mas o mais certo será uns peixões gordos do Governo abotoarem-se com a maior fatia do bolo e mandar os outros arrumar carros.
Pois é, estou pensando seriamente em fazer as minhas malas e partir para Marte. Lá o clima é “BUES” de fixe e ouvi dizer de fonte segura e credível que as Marcianas fazem cá umas mamadas! Portentoso!

Ouvi também dizer que nesta semana o caramelo do ex. presidente do SLB bateu o récor de permanência em liberdade. Foram poucos minutos se sabor a ar fresco e de cu lavado que se tornaram em angústia e infortúnio para o próprio. Mas que lei é esta PORRA? Está tudo maluco ou quê? Como se pode permitir que gozem com a cara do mangas desta forma? Quem devia estar preso não era o “Valinho” mas sim o juiz, coitadinho. “..da-se, libertem o salvador da Pátria, o Dr. João Vale e Azevedo e deixem o homem mostrar as suas potencialidades ao tornar este País num glorioso campo relvado.”
Estou convicto de que faria muito melhor que a Ferreira Leite e o seu plantel de sanguessugas.

Ouvi também dizer que o Tí Macoy, segundo se escreve, é gaja. Lamento desiludir as massas observadoras, mas tal não passa de pura especulação. Sorry.


Tí Macoy

Publicado por obicho em 03:15 PM | Comentários (5)

fevereiro 15, 2004

Do querer ao poder…

Gostaria de poder entender o porquê da vida, de perceber porque o ser mais perfeito do mundo nasce e morre. Gostaria de perceber porque uma simples semente pode tornar-se num ser vivo que chega a atingir a longevidade de 1000 anos e eu não. Gostaria de alcançar e discernir a verdadeira dimensão do universo. Gostaria de saber se existe vida para além da morte, se existe vida noutro planeta ou sistema solar. Porque é que a nossa mente não alcança o porquê da nossa existência??? Será tão difícil???
Queria que a vida, na sua curta expressão, não fosse caracterizada por dramas, familiares, sociais, éticos. Gostaria de saber porquê tanto ódio, tanta inimizade, tanto egoísmo, tanto mau estar. Gostaria que as pessoas vivessem em harmonia, paz, sintonia, amor e união.
Se pudesse …. Se pudesse fazia tanta coisa. Mas uma verdade inegável é que do querer ao poder a distância é abismal. Para muitos o cerne da questão não é o querer ou o poder, é conseguir ambas. Quantos não têm o poder mas não conseguem realizar aquilo a que se propõem e quantos não tem a capacidade de ter e realizar mas não tem as condições de o fazer.
È uma espada de dois gumes, afiada e pronta a lancetar à mínima falha. Nesta vida, feita de desapontamentos e revezes, o saber está em conseguir viver com o que se tem. Ambição desmedida leva ao sobre endividamento, ao caos e à ruína. Quem tudo quer tudo perde, já o diz o velho ditado.
Se, se, se, só ses.
Mas a verdade é que posso continuar a usufruir da minha curta passagem por este mundo, livre de protagonismos estúpidos. Poderia ter se calhar muitas coisas, materiais, voláteis, perecíveis, mas a verdade é que possuo o melhor que se pode usufruir nesta vida, neste momento, ou seja a amizade. Aquilo que somos devemo-lo em parte aos nossos amigos, aqueles que em ocasiões de desânimo e pesar, estão lá, com uma palavra amiga e de consolo, prontos a ajudar. A eles os meus sinceros agradecimentos.
Moral da história…
A vida é dois dias, por assim dizer, por isso não embarquem em competições, disputas, mas sim no que podemos tirar de proveito desta nossa passagem. Tentem tirar partido daquilo que a vida vos oferece e não procurem alcançar o vento, porque nuca o conseguirão, porque do QUERER ao PODER…


Tí Macoy

Publicado por obicho em 11:51 AM | Comentários (6)

fevereiro 08, 2004

Conversa da treta, será mesmo???...

Ok, zus daqui, zus dali, lá estamos nós a cair na mesma porra de assuntos. Como diz o nosso “Comandante” e bem, ou esta merda muda de rumo ou então será o fim prenunciado, mas não desejado, do nosso Blog, que gerado com tanto carinho é uma tristeza deixa-lo morrer da forma mais abrupta possível, se não esta.
Meus caros, tenhamos a sensatez de dar ouvidos a nossa cabeça mais cautelosa e perspicaz.
Bom mas como o assunto desta semana é este, então só nos resta dissertar sobre ele e tentar não ferir susceptibilidades.
Ok, então lá vai: GRANDE E GROSSA, sim, a minha adapta-se perfeitamente ao tema da …

Interrompemos este post para dar palavra ao nosso crítico e catedrático, Diácono Remédios:
- Oh, meus amigos zzz, não havia necessidade de abordar estas zzz questões zzz duma forma tão barbara, zzz, … publicamente…agora…, falar do tamanho da coisa, por amor de Deus zzz, tenham juízo nessas vossas cabecinhas zzz.
Prossigam, mas com cautela, zzz!

Voltando à carga, e como vinha a referir no início deste post, …(rosinha lava-me essa boca, e aventa-me essa massa encefálica para a sanita), querem falar de formas e tamanhos né, pois seja: A minha é GRANDE E GROSSA. Aceitam-se marcações para análise pormenorizada da coisa, se é que o desejais. Ademais, passo a citar que além destes atributos, que já por si só não deixam dúvidas quando ao poder do artefacto, é trabalhadeira (reza a história que nunca ficou por cumprir com qualquer tarefa que lhe tenha sido atribuída).
Agora não me venham atormentar a cabeça com coisas mesquinhas, do género, “vá mostra lá”, não, isso não. Reservo-me ao direito consagrado pela constituição Portuguesa, de apenas mostrar única e exclusivamente a quem eu quiser.
Perpetrando a espécie em vias de extinção do autêntico macho latino, assumo um papel preponderante no assunto (modéstia à parte) dando continuidade a esta cadeia, que além de genética é admirável. Sim porque como é sabido de todos, hoje em dia realizam-se viagens de turismo ao nosso País, em que um dos pack’s oferecidos pelas agências de viagem é o do sexo, logo quando interpolados por uma ou duas “camones”, a malta têm de mostrar aquilo que realmente têm e fazer jus à fama que corre por esse mundo fora. (Zé Zé, és um filha da puta. Só comes é lixo. Mete o livro das fotos no local onde devia estar e de onde nunca devia ter saído, dentro das tuas nalgas)
Viva Portugal, viva o Verão, vivam as “camones” e que eu tenha saúde para continuar a “comer” tantas quanto possível.
Ámen.

Tí Macoy

Publicado por obicho em 03:28 AM | Comentários (2)

fevereiro 02, 2004

TEMA DA PRÓXIMA SEMANA

Após sufrágio universal, ganhou o tema FORMAS E TAMANHOS. Vamos a isso...

Publicado por obicho em 04:25 PM | Comentários (0)

fevereiro 01, 2004

O Botão de "Rósinha"

Rosa, rosinha, que linda que tu vais,
com esse anel, moreno, sebento,
necessitando de sais, desprovido de alento,
pela noite dentro, por esses recantos tu sais.

…mas que porra, não tínhamos ficado de abordar a questão do botão???? Cona da tia, toda a minha gente deixou por desventrar o cerne da questão por assim dizer.
O Botão de Rosa pode ser analisado de duas formas, dependendo do contexto em que se insere, o botânico ou o sexual. Com conotações diferentes, além de flor, assume o papel de preliminar no decorrer de um acto sexual. Para os mais pudicos na questão, o Botão de Rosa não é mais nem menos que “lamber o cu da gaja” ou do gajo se fores bicha. (…daaasssse)
É aquele momento explosivo no decorrer de um ritual de acasalamento em que um dos parceiros, masculino ou feminino, percorre com a sua língua viscosa e decidida os anais do corpo, deixando-o num estado lascivo e incontrolado. Utilizando a técnica do minete aplicada ao cunilingues os resultados podem ser apocalípticos.
Porquê apocalípticos, perguntam vocês???
Passo a citar alguns pontos que corroboram a minha tese:

1 - Quando estás num sítio escuro e não consegues discernir onde andas com a boca podes muito bem deparar-te com uma roseta toda cagada e fedorenta, em que para não espantares o parceiro não tens mais remédio senão mamar a merda toda, que por vezes se acumula em forma de caganitas, redondas e mal cheirosas em torno do anel.

2 - A gaja tem um anel tão grande que já não sabes onde é que andas e pensas que tás numa de minete e andas mas é a limpar o cagado da gaja.

3 – A gaja pode ser incontinente rectal e ao mínimo descuido lá tas tu a mamar com um valente dum peido pelas ventas, agradável né???? Tu lá sabes…

Pois bem, deixando-nos de demagogias, esta é a verdade sobre o Botão de Rosa, não essas paneleirices que se falam ai sobre o assunto. (Rosinha és grande)


Tí Macoy

Publicado por obicho em 02:58 AM | Comentários (7)

janeiro 25, 2004

Equipa maravilha… será o doping?

Mais uma vez, e para não fugir à regra, num momento de ausência total de inspiração, gostaria antes de avançar em pormenores, de pedir as minhas sinceras desculpas por o meu Tico e Teco (vulgarmente conhecidos por massa encefálica) estarem em greve de zelo, isto porque, segundo informado, “não há condições para se trabalhar debaixo de tanta pressão”, como esta que se tem vindo a fazer notar durante os últimos meses. Obrigados a um esforço extra, estes senhores, têm vindo a decair a passos largos, conforme constatado pela maioria de nossos assíduos leitores, que têm vindo a reclamar e com dita razão, tal facto.
Pois bem, debaixo destas circunstâncias perturbantes, expresso o meu agrado em transmitir em primeira-mão a aquisição de uma nova equipa de trabalho. Sim, uma nova equipa, esta com mais potencial de desenvolvimento e de reconhecimento. Num clima de instabilidade como este, os recursos hipotéticos para colmatar a crise que assola, quer o meu cérebro bem como os meus recursos de “Know how”, só poderão passar pelo recurso a ajudas vindas do exterior. Recorrendo ao fundo comunitário do Chamon, reforcei a minha equipa de trabalho, como era de esperar, com a nova coqueluche de alucinogénicos, como a canabis e o extasy.
Informo que a equipa ainda se encontra em fase de teste. Espero conseguir, portanto, quer a curto ou a médio prazo, recuperar a performance exigida e colocar-me novamente ao lado de meus co-bloguistas, levando a cabo esta perigosa missão, que é nem mais nem menos, a tentativa de alcançar a população de Marte, sim porque a da terra, se continuar tão fudida como está, nunca conseguiremos almejar o estatuto de super potência no mundo virtual.


Tí Macoy

Publicado por obicho em 07:23 PM | Comentários (0)

janeiro 18, 2004

Velha infância!

Ai puberdade, ai velha infância, que saudades.
As raparigas gostavam de brincar com bonequinhas e nós gostávamos que elas brincassem com as nossas pilinhas. Brincava-se aos pais, às mães e aos filhos. Eu preferia interpretar o papel de pai, machão e fodilhão. Era uma guerreia cada vez que se faziam os pares, mas vai lá vai.
Jogava-se o famoso jogo “pau na cona”, jogo adorado pela maioria do “people”, ao funcho, ao pião e as escondidas. No campo dos desportos radicais, fazia-se “downhill” com um pneu de tractor. Este era portentoso, a malta que conseguisse chegar ao final da ribanceira sem se vomitar todo lá dentro era um herói. Via-se na TV “Abelha Maia e Heidi”, que asco!!!
Lembro-me com eterna saudade das dissertações que se faziam a respeito de matérias não menos próprias para uns putos de 10 anos. Persistia a dúvida, se o tamanho da “xarola” seria proporcional às dimensões da boca. Teorizava-se sobre as dimensões, a textura, o sabor e a cor. A Manuela Moura Guedes nesse tempo era o nosso ídolo. Que boca brutal, ou seja, que cona brutal. O sexo era matéria de culto e reverência. Não existiam PS2 nem computadores P4 para matar o tempo. A malta divertia-se a bater punhetas à pala da vizinha do lado. A literatura oficial era a Gina e a Tania, revistas de carácter infantil e pedagógico, adequadas a formação da personalidade. Imaginávamos que no futuro a vida seria um mar de rosas, atafulhados em mamas, conas, bóbós e afins.
Eu de minha parte, revelo aqui em primeira-mão, a minha preferência por Chinesas. Sonhava comer tantas quanto possível. Imaginava que tinham a cona na horizontal, rasgada e carnuda assim como os olhos. Imaginava com agrado os fodões que poderia dar numa gaja deste tipo.
Também se imaginava que um pau grande e grosso era sinónimo de poder. “Por Odin”, antigo guerreiro Normando, disputava-se o “maior caralho” de tempos a tempos. A malta usava “erva-leiteira” para conseguir melhores performances e atingir os objectivos (um dia um cromo abusou da dose e foi parar ao hospital com um inchaço tão grande na puta da picha que nem lembrava à Senhora de Fátima).
Enfim tempos que já lá vão, tempos que nunca mais voltarão. Porquê? Pergunto eu. E vocês? … Que puta de vida.

Nota:
Para os cabrões mal intencionados, não fui eu que foi parar ao hospital, ok???? Bom…


Tí Macoy

Publicado por obicho em 01:41 AM | Comentários (2)

janeiro 11, 2004

Direita – Esquerda

Duas palavras, significados opostos, sinónimas de contradição, divisão, disputa, separação.
Duas pessoas, gostos, objectivos e preferências diferentes.
Regras, caminhos, opções, estilos de vida, comportamentos (sexuais ou não).
Ideais, posição, estatuto, politica.
Vida, oportunidade, sorte, maneira de estar.

…e claro, punhetas!


Tí Macoy

Publicado por obicho em 12:51 AM | Comentários (5)

janeiro 04, 2004

Vacas Magras

Num ano caracterizado pelas desgraças já mencionadas pelas minhas outras cabeças, quem, a meu ver, se destacou claro está pela negativa, foi a Ministra Ferreira Leite.
È obvio que o prémio vai direitinho para Ela.
Com a responsabilidade de gerir a pasta das Finanças Públicas, ela e o seu staff, conseguiram levar o País a um estado calamitoso. Tinham prometido diminuir o deficit mas pelo contrário aumentou. O Tuga, mais uma vez, a levar no anel com todas as merdas feitas por este bando de incompetentes (sim porque até eu fazia melhor) continuou a arcar com as despesas.
Eu posso afirmar que a minha teta no final do ano quase deixou mesmo de dar leite.
Mas adiante…
Espero, como todos os demais, que este ano seja melhor.
A todos um bom ano de 2004.

Tí Macoy

Publicado por obicho em 07:30 PM | Comentários (0)

dezembro 28, 2003

BUFA – Emanação expelida pelo ânus, sem ruído!

Eram prá i umas 8.30 AM. Chovia a potes. Cheio de sono, com o espectro de uma buba avassaladora a perseguir-me, lá me dirigi para a paragem do autocarro. As ramelas, essas abundavam, com certeza, pois não via um palmo à frente dos olhos. Bom mas lá continuei a minha saga de casa pró emprego.
Durante aquele trajecto fatídico e nefasto, impossível de suportar, lá tive de palmar, como se em lata de sardinhas se tratasse, uns belos dois quartos de hora de pé (estes Lisboetas são doidos, pensei eu). Tentei abstrair-me de tudo o que me rodeava imaginando um belo passeio pelo campo. Mas que porra, eu sou um gajo com uma sorte…o cabrão do preto ao meu lado fedia debaixo das axilas…tombo prá qui, tombo prá li…FODA-SE… QUEM FOI O FILHA DA PUTA QUE SE ABRIU?????? Bem a parte traseira do autocarro, em poucos segundos passou de insuportável a intragável, irrespirável…As reacções, essas, eram do mais variado. O burburinho que se levantou, esse, foi brutal. Eu, indignado, e fudido por tal estar a acontecer mais uma vez junto a mim, interrogava-me…”será que isto está realmente a acontecer????”, “não, não pode ser, isto é pura fantasia, ando a ver filmes a mais. Pá, haja respeito. Foda-se, um PEIDO, ainda vá, mas uma BUFA, não isto é que não”. É desconcertante, tudo a olhar uns para os outros, a tentar sacar, pelo olhar talvez comprometido de quem cometera semelhante acto de terrorismo, o animal e nada! Os ânimos acaloram-se e ouve-se “Não se suporta este cheiro”. Eu, cagando para o mau tempo, carrego no botão de paragem, e salto do autocarro, voando literalmente por cima da multidão apinhada, como se de um concerto de Heavy Metal se tratasse…”MOSH…”, grito eu, “Puta que o pariu, vou mas é a butes”. Ai que saudades da minha Santa Terrinha!

Tí Macoy

Publicado por obicho em 01:14 AM | Comentários (3)

dezembro 21, 2003

Poligamia – “Moralidade Vs Imoralidade”.

Cabe-me a pesada responsabilidade de concluir este “abençoado” tema da poligamia. Cheira-me que prá semana a merda ainda vai ser pior. Mas vamos lá ao que interessa.
Segundo o ente de referência e expoente máximo nas técnicas do catolicismo, O Cardeal Diácono Remédios, a poligamia remonta aos tempos patriarcais, que para quem não sabe, ao tempo em que segundo Lei Mousaica era permitido o uso e abuso de varias parceiras conjugais denominadas concubinas, para propagação da espécie e cumprimento do mandamento espectacular de Deus de encher a terra. (Fodam até rebentar os colhões, meus cabrões, disse Ele nas entrelinhas).
Para a maioria dos eruditos na matéria este modo de estar é uma questão de socialização, de cultura e oportunidade de nascer no sítio certo e à hora certa. Preferem abordar a questão como uma forma de moralidade e consciencialização para os valores cristãos, rotulando os demais padrões de pagãos ou imorais.
Este termo é um chavão na nossa era moderna. Hoje preferimos rotula-las de amantes ou putas de estimação.
Não sei se seria um fardo pesado de carregar, ter que aturar o frenesim constante e implacável perpetuado por esta espécie de bicho mau, que é a mulher. Tou mesmo a ver a cena: “ Putas dum cabrão, larguem-me o caralho…
Bom ao longo desta semana as diversas cabeças, minhas outras seis irmãs, expuseram com veemência e algum carisma a sua opinião sobre este assunto.
Eu só posso dizer uma coisa neste campo. Foda-se duma não dou eu conta, quanto mais de outra ou outras…Mas porra esta merda é um contra censo…porquê?...eu explico: já pensaram ter de comer pró resto da vida, “até que Deus os separe” a mesma “cona”? É como comer todos os santos dias feijão com couve…dasse!
Lá tá a puta da situação “moralidade Vs imoralidade”.

Ti Macoy

Publicado por obicho em 03:26 PM | Comentários (2)

dezembro 14, 2003

MOMENTO “EMPLASTRO” . . .

Em algum momento “espaço-temporal” na nossa curta existência como ser humano, por lapso, divertimento, azar, distracção ou pura e simples maneira de estar na vida, já sofremos impreterivelmente desta síndrome, muito em voga, denominada “Síndrome de Emplastose”.
Esta síndrome, de efeitos perturbadores para quem a “agarra”, afecta todo o género de ser vivo, mais em particular o chamado “homo sapiens”, do mais velho ao mais novo, do rico ao pobre, do mais afamado ao mais ignóbil.
É sabido que todo o comum dos mortais deseja “o seu momento”, quer de glória, prazer, fama, mesmo que isso implique pagar uma pesada factura, ou seja “agarrar a síndrome de emplastose”. E digo-vos, honestamente, quem a agarra tá “Fu….”. Passamos de um estado de pura ausência social, ao de “JET 8”, numa fracção de segundos.
Não fugindo à regra, na realidade, eu, como comum mortal, de tempos a tempos tenho as minhas recaídas, e atravesso os piores momentos a tentar recompor-me.
Mas acreditem, falo-vos de coração, não se deixem “catar” de qualquer forma. Há coisas, que por mais que tentemos, nunca as apagaremos do livro da vida, como esta...

Ti Macoy

Publicado por obicho em 06:48 PM | Comentários (3)

dezembro 07, 2003

CU ZINHO PARA O POVO

Lembrei-me um dia destes dum programa da Filipa Vá com o não sei das quantas e ocorreu-me quase que ao nano segundo aquele programa, para muitos odiado mas para mim fabuloso, do Herman José, onde este, numa brilhante interpretação transsexual, afirmava que todo preparo culinário, fosse ele qual fosse, deveria conter “imensa Papricaa”. Pois é, meus caros, para tudo na vida é necessária imensa “Papricaa”. Sob o bastidor de “Cu zinho para o povo” preparavam-se as mais variadas e inverosímeis receitas jamais degustadas e humanamente impossíveis quase de realizar. Mas ande o ser humano por onde andar, um facto puro e simplesmente inegável, é que a cozinha está intimamente relacionada com o glamour e a sexualidade. Sim parece um paradoxo ou pura estupidez de minha parte, mas quem de nós ainda não se deixou vaguear pelos corredores do pensamento e teorizou um belo jantar debaixo duma luz difusa de uma vela aromática e na companhia de uma pessoa de sexo oposto, deslumbrante, sob o cenário de um belo preparo gastronómico? Pois é, mas não seriam com certeza umas “Migas à Alentejana”. Debaixo deste véu, unem-se dois prazeres distintos mas inseparáveis o de “COMER”. Claro que este substantivo é abrangente. Depende pura e exclusivamente do ponto de vista do “EU QUERO COMER”, mas comer o quê e em que lugar? Ambos serão uma tarefa difícil, para não dizer quase impossível, prazeres diferentes, sabores diferentes. Como tudo na vida é necessário escolher. Sim lá está, aquela malfadada situação que nos coloca entre a espada e a parede, onde o conflito inicia, muitas das vezes toldando o raciocínio lógico e perpetuando o dilema “Comer o não comer, eis a questão”. No entanto não há “bela sem senão” e os riscos de se abusar do menu poderão ser bem fatídicos. Por isso calma meus amigos, não abusem dos repastos e não queiram provar todas a iguarias duma só vez. Bom senso é a minha recomendação. E não a tomem de ânimo leve porque é para vosso bem. Não se esqueçam que, é aqui, neste preciso momento que se encaixa na perfeição o velho ditado popular “que pela boca morre o peixe” ou seja subvertendo esta terminologia para o assunto em questão, “pela barriga se apanha o homem”.

Moral da situação: “degustar ou não degustar, eis a questão”.

Bolas outra vez McDonald’s.... não obrigado!


Ti Macoi

Publicado por obicho em 01:21 AM | Comentários (2)