Imaginário
do Lat. imaginariu
adj.,
que só existe na imaginação;que não é real;fictício;quimérico;utópico

Geração Spectrum

Geração Ps 2, X Box, etc...
Um dia ouvi dizer: "As crianças de hoje são os homens de amanhã"
JoJo
(Pico Pico Manjerico)
Eu gosto muito do imaginário infantil porque o imaginário infantil tem imaginação e a imaginação é uma coisa muito bonita.A imaginação faz a gente sonhar sonhos bonitos e eu gosto muito de sonhar e de brincar ao faz de conta que tambem é muito bonito.Eu gosto de fazer de conta que sou um Super Heroi como o Batemen e o Homem arranha e o Super Homem mas aquele que eu gosto mais é o Axion mene porque ele é muito forte e tem uma namorada muito bonita e eu quando for grande quero ter uma namorada como ela.Não quero é ter uma namorada como a Sara porque ela está sempre a gozar comigo e eu não gosto e fico triste e depois andamos à porrada.Eu não gosto de andar à porrada por que isso doí e a gente de pois chora e chorar não é bonito e por isso eu não gosto de chorar.Eu tambem gosto muito de jogar ao pião e ao arraiol porque jogo bem e ganho muito e fico muito feliz,tirando quando joga o Marco porque ele e muito batoteiro e eu não gosto de batotices e depois fico triste e andamos à porrada e eu já disse que não gosto de andar à porrada.E agora vou acabar a redacção porque já me doi às mãos e o meu pai diz para eu não cansar muito as mão porque quando for mais crescido perciso de ter mãos fortes e além disso vai começar a dar os desenho animados e eu vou ver porque gosto muito de desenhos animados e por isso vou ver agora o dartacão.
Fim
Mr.T (zinho)
A Cinderela não tinha mãe, a Capuchinho Vermelho não tinha pai, a Heidi só tinha um avô e a mãe do Marco fugiu para a Argentina...
A Branca de Neve, ninfo como era, só se contentava com 7, o Scooby Doo era um maricas, os pequenos Póneis só podiam ser gays e a Estrunfina era a escrava sexual de centenas de Estrunfes.
No meio de tudo isto:
"...o Calimero foi ao cú da Abelha Maia,
e esporrou-lhe para a saia
Maia puta de um cabrão
Maia fode sem parar!..."
Os pais não os suportam e só quando não conseguem é que não desaparecem os dois, o relacionamento entre os dois sexos ou não existe (devido às demarcadas tendências homo) ou é exacerbado em ménages e em músicas porno...
Só mesmo as crianças, para olhar para tudo isto e ver apenas grupos de amigos que se regem por altos valores morais... que imaginário, o das crianças!
Biqsi
Boa tarde caros blogueiros...
E neste admiravel dia de muita chuva e muito sol (escondido) que vos trago esta breve cronica (foi com esta palavra acabei por descobrir que o novo teclado da HP que equipa este computador nao marca certo tipo de pontuaçao (ca esta novamente!!! M.....!).Enfim....estou na cidade dos Arcebispos e de muito lampiao e nao vou ser muito mauzito.Nem nas criticas a cidade,nem no conteudo dos seguintes paragrafos...
Passemos a uma breve alusao da minha infancia dentro e fora de quatro paredes.Dentro e fora,porque nao,do pequeno ecra...Sem ter tido tempo de me debruçar sobre as escrituras ate agora redigidas acerca do tema proposto (ainda tou para perceber porque e que os meus temas ate agora apresentados a votaçao atingiram a solene marca dos 0 votos!!Nao ha mesmo consideraçao por este fiel justiceiro de temas e verdades escondidas e por mim insistentemente destapadas...Enfim.Acreditemos no futuro....),vou puxar pela memoria e tentar por-me na pele de uma criança de 6 anos que em tempos fui.Porque 6?Porque foi nessa idade que a escola me roubou a inocencia....
Como vos disse,vou ser breve...
Aqueles dias marcaram na minha memoria aquela que e hoje,por muitos considerada,a melhor serie de animaçao infantil.A serie que fez sonhar e charar miudos e graudos...
Sempre...
Como nao podia deixar de ser...
"HEIDI, AS TRAVESSURAS DE UMA NINFOMANIACA CAMPESTRE"
Bem podia ter sido esta a versao.Deve ter sido com esta idade que os olhos da aclamada estaçao televisiva alema RTL (dos bons velhos tempos!) me mostraram pela primeira vez,as lagrimas que se podem deitar ao visualizar com estupfacçao e desconhecimento de causa a dita,aclamada e emotiva serie de televisao para os mais novos...
O unico senao:esta serie estava bem resumida a 90 min de puro e duro "wrestling" amador (pensava eu).Por sinal:Desenhos nem ve-los...Para concluir:Pobre cabrita....
Sim,a cabrita de Pedro,amigo da pequenita Heidi (ou sera que a cabra era do velho?Ou sera que havia mesmo uma cabra??Ai,esta minha memoria...).Quando me sintonizei com a versao recomendada percebi que o bichinho pode ser o melhor amigo do homem,e neste caso do jovem Pedro.No fundo,bem no fundo,depois de tamanho atropelo a minha integridade mental,patrocinado pela nossa amiga RTL,eu sabia que a cabrita era sim a melhor "amiga" do Pedro....
E o resto,que importa?
ENTROPISTA!
Ora então, era uma vez......
Uma puta vermelha que vivia com a sua mamã, a puta madre e o seu papá o chulo Zé, numa aldeia chamada, PUTAS COM ELAS, perto da floresta.
Um certo dia, a puta madre disse à puta vermelha para esta ir ter com a sua avózinha, que era conhecida como a velha mais fodida da zona oriental do país. A puta madre pediu-lhe que levasse um cesto com preservativos, pilulas e outros contraceptivos, visto que os filhos já eram aos potes e as doenças vá começavam a dar a cara. No mesmo cesto iam também alguns objectos sexuais pois reza a história que a velha era depravada. Só que a velha morava no meio, da floresta e como em todas as hitórias, a floresta era vivida pelos mais abismais e filhos da puta, bichos maus e aberrações...
No dia a seguir a puta vermelha lá concordou com a mãe, visto que a necessidade da avozinha era muita, mas disse que tinha medo de entrar pela floresta a dentro (mas gostava que a floresta lhe entrasse a dentro).
Assim partiu, e após dois minutos e meio de viagem, olhou para o lado e viu a tenebrosa e fodida vegetação a mover-se. De dentro desta surgiu o lobo mau que lhe perguntou de imediato para onde esta se dirigia. Esta, com medo que lhe acontecesse alguma coisa disse que ia ter com a avozinha para lhe levar algumas coisitas. O lobo então insurgindo num grito e disse-lhe que esta só poderia passar se ele lhe desse uma enrabadela e recebesse um bochecho, ou então uma fodinha e um treinozito de alemão - minete....
Esta concordou rapidamente, (e quem viu diz que com agrado) na enrabadela e no bochecho. O lobo gostou particularmente do bochecho pois o nalgueiro já estava um pouco alargado (tipica rotunda de 3 vias). Após todo o divertimento o lobo foi amiguito e avisou a puta vermelha que andavam a pairar na floresta umas aves raras e estranhas. Mas enquanto esta olhava para trás o lobo deu de fuga (a caminho da casa da avozita) e esta nunca mais o viu...
Após mais uma longa caminhada de três minutos e trinta e cinco segundos, a puta vermelha deparou-se de novo com a situação da vegetação a mover-se e pensou que era o lobo outra vez e começou a baixar a sainha. Enfim ficou triste pois quem se apresentava era o Zé, mas o não chulo, sim o Castelo Branco que andava desesperadamente à procura do Lobinho Mau, pois já não levava a berlaitada à duas horas. A puta vermelha ficou verdadeiramente triste pois já não ia ter a fodida do dia (melhor a segunda fodinha do dia) e lá lhe disse que o tinha visto, mas não sabia para onde este tinha ido.
Seguiu caminho.
Quando chegou à casa da sua avózinha entrou no quarto e deparou-se com a avózinha (o lobo) e esta tinha um alto verdadeiramente fora do habitual. Então perguntou-lhe para que serviam os olhos, as orelhas, a boca, as mãos os pés, o nalgueiro e por fim chegou ao tal alto. O lobo com grande rapidez não respondeu a nenhuma das perguntas excepto à pergunta do alto.
- É para te dar umas fodas boas e umas enrabadelas melhor, minha filha.....
Com os bracitos a tremer de alegria (pensavam que era de medo) esta viu que não era a sua avózinha, mas sim o lobo mau que estava deitado na caminha. E derrepente disse:
- Lobo mau, lobo mau, ou me dás uma fodinha ou então vou chamar já o José Castelo Branco, ah e se quiseres dá-me de volta a minha avózinha.
O lobo com uma grande aflição tirou a pila e fodeu com toda a sua pujança, como nunca tinha fodido, como também acabou de devolver a avózinha que tava presa no armário. Mas como a puta vermelha não gostou da foda, foi calminha de mais resolveu chamar o José Castelo Branco e assim que este chegou saltou logo para o colo do lobo.
Assim todos ficaram contentes e viveram felizes para sempre, excepto o lobo.
Bom parece que esta história não serve bem para embalar as criancinhas, mas sim os papás das mesmas. História fodida, ou não....
Crazy
É oficial: perdi a inocência. ...e a vergonha. ...e a decência (e, por esta altura, alguns amigos também). e não me refiro aos três vinténs (moeda que actualmente não possui qualquer valor comercial), mas sim aquele modo de ver o mundo próprio duma criança, onde não há lugar a coisas tão abjectas como a ironia, hipocrisia ou maldade.
Foi consciente desta minha condição que empreendi uma reflecção em torno do imaginário infantil da minha geração, dos desenhos animados, contos de fadas e personagens afins que povoam a nossa memória. Hoje e sempre.
A perda desse modo imaculado de olhar o mundo fez com que, ícones então sagrados, se tornem, fruto duma nova contextualização, em objectos de escárnio longe, muito longe, dos exemplos que outrora foram. Senão atente-se: já não bastava sermos obrigados, qual trovador, a cantar versos Bocagianos sobre a aventura sexual do Calimero com a Abelha Maia (essa puta!), como ainda envolvemos a Branca de Neve, uma gaja que vivia com sete(!) gajos deficientes, numa escaldante aventura com o Pinóquio (esse boneco de pau feito, raiz etimológica da palavra "pinocada") em que ela, meretriz intrépida, dominatrix furiosa, lhe ordena sentando-se sobre o seu nariz "Mente, Pinóquio, mente!". E ainda querem convencer-me que a senhora se satisfez com um só beijo?!
E os Estrumpfes? Esses tipinhos azuis. Uma mulher para toda uma aldeia só de homens!? Sou só eu ou isto soa a serviço comunitário? Para já não falar do mais clássico e famoso caso de gerontofilia, provavelmente, o primeiro com que as nossas crianças foram e continuam a ser confrontadas. Falo do Lobo Mau que comeu a avozinha, pois claro.
Podia ficar aqui toda a noite a citar outros exemplos: a Heidi, o Pequeno Pónei (juntos ou em separado), a Barbie e o Ken, esse par de personagens andróginas e assexuadas, a Porcalhontas (juro, isto é mais forte do que eu!) ou esse ícone da literatura infantil a "Anita e o Cavalinho". Vou, no entanto, dar um salto para os verdes anos em que os super-heróis, símbolo da verdadeira masculinidade, tomaram o lugar aqui em destaque.
Passámos então a idolatrar homens musculados de parcas e justas vestes, de lycra ou cabedal, de cores berrantes (nada de folhos, porém, que isso é coisa de bicha!). Pensávamos nós, inocentemente, lá está, que gostaríamos de ser assim. Pois bem, veja-se uma das últimas incursões do Batman na sétima arte (atenção: não confundir com Bate-me Man): que necessidade havia de apresentar o gajo de mamilos túrgidos sob aqule fato de cabedal justo? Não satisfeitos, arranjaram-lhe um companheiro, igualmente túrgido, artista de circo e com nome de passarinho. O raio do filme mais parece a versão gay da Marvel para a história da vida recente da princesa Stephanie do Mónaco.
Depois de tudo isto só posso chegar a uma conclusão. Que para a nossa geração, chegar a adulto com a saúde mental incólume depois de sermos bombardeados durante anos com tais indecorosas situações, é uma inquestionável vitória. ...Ok, pelo menos, para alguns de nós. ...Ok, para alguns de vós.
O Comandante
Duas palavras, significados opostos, sinónimas de contradição, divisão, disputa, separação.
Duas pessoas, gostos, objectivos e preferências diferentes.
Regras, caminhos, opções, estilos de vida, comportamentos (sexuais ou não).
Ideais, posição, estatuto, politica.
Vida, oportunidade, sorte, maneira de estar.
…e claro, punhetas!
Tí Macoy