março 06, 2004

Crescemos!Será que aprendemos?

Jojo

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março 05, 2004

Em matérias do amor estamos sempre adolescendo

Espesso livro vamos lendo e coitados
Somos sempre uns iletrados
(Sergio Godinho, Biblias de um Deus ateu)


Como custa dizer amor.A enésima repetição que seja é sempre o mesmo, as incertezas e inseguranças estão todas lá, como da primeira vez. Se os olhos e a boca falam coisas diferentes não sei saber que quem fala verdade são os olhos, isto apesar de à muito o ter como verdade.A atrapalhação, o medo, o constante correr contra a ternura.Seja aos treze, seja aos quarenta tem de sempre haver um anjo amigo.
Quando lí a Insustentável leveza do Ser fiquei ao mesmo tempo fascinado e atemorizado com a apresentação que lá é feita da ideia Nietzscheana do eterno retorno e, ao pensar nestas linhas que aqui deixo apercebi-me que vivemos num etrno retorno amoroso, e não só no que acima toca ao que acima descrevi, mas isso agora não intressa.É assustador, mas estranhamente não deixa de ser reconfortante. Vivendo e aprendendo, assim soe dizer-se, mas nem sempre e nem em tudo.

Mr.T

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março 04, 2004

Aprender para viver

Abrimos os olhos e depara-se perante nós um novo mundo.
Começa aqui a aprendizagem de uma vida. Uma vida por desvendar, uma vida por viver.
Não percebendo os grunhidos e guinchos que toda a gente e objectos largam à nossa volta, não temos outra opção que não seja a de observar tudo e todos, para tentar perceber qual o significado de tantas manifestações à nossa volta. Desenvolvemos a aprendizagem por observação.

Aprende-se a comer, a falar, a andar e depois... “Não vás para aí!”, “Não mexas nisso”, “Olha que podes cair”, bloqueiam-nos os sentidos. A perspectiva perante o mundo altera-se para o chamado Universo Fechado. Desenham-se circunferências à volta de cada situação que é analisada dentro das suas próprias barreiras, auto-limitando, à partida e inconscientemente, a capacidade de olhar e resolver de uma forma inovadora.

Um pouco mais velhos, desprezamos por vezes os ensinamentos dos outros e resolvemos aprender por nós próprios. Desenvolvemos o método de aprender por tentativa e erro, o que leva mais tempo e dá mais trabalho, mas que costuma ter resultados que tendem a ser mais facilmente recordados.

Escolas e cursos à parte, o Q.I. sempre foi Rei e Sr, no mundo da selecção e recrutamento. Interessava descobrir os grandes cérebros. Hoje já não é assim. O Q.I. foi destronado pelo Q.E. (E de Emocional).
As organizações vivem em mudança e adaptação constante às regras do mercado e da concorrência, reformulando processos, departamento e funções e são necessárias pessoas que consigam lidar facilmente com este ambiente de mudança permanente e que, derivado da sua melhor percepção emocional, interpretem os sinais dos outros evitando e transpondo conflitos e desentendimentos.

Ainda hoje ouvi dizer que “Só as estátuas é que não mudam e todos sabemos o que os pombos lhe fazem em cima”. Quando chega à nossa vez, ou mudamos por iniciativa própria, ou acabaremos por ser mudados a toque de biqueirada e só quem estiver disposto e mentalmente preparado para continuar a aprender consegue superar as barreiras iniciais da nova realidade.

Se está provado que o Aprender começa na barriga da mãe, porque é que, quando de lá se sai, se tem pressa em deixar de o fazer? O comodismo sabe bem, mas a burrice é simplesmente fatal.

O que de melhor se pode aprender é mesmo a... aprender!

Biqsi

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O evangelho segundo S.Jojo

JOJO

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março 03, 2004

O DIA (2ª parte)...e os seguintes

....Depois da Pescada, vieram as aulas.Com as aulas vieram as amarguras de uma hora de Matemática que se viria a revelar fatal…
Eu sou dos que por mais que viva nunca vou aprender certas coisas convenientemente.Não como deveria aprender...Não se trata de uma limitação intelectual da minha parte,nada disso,penso eu.Trata-se sim de uma questão de teimosia,ou melhor,rebeldia...
Há uns tempos conhecí uma gaja.Uma gaja alta,esguia e com feições de maria-rapaz sem o ser realmente.Enfim daquelas que são o oposto fisico e cirurgico da nossa querida Pamela mas com tudo bem posto no sitio,as formas eram (e são,caso não tenha sido apanhada por um compressor na via pública...) as de uma portuguesa simpática,simples,sub-urbana,de recursos económicos médios...Madalena passeava-se por aquela entrada do departamento de Matemática onde esperava como tantos outros pelo aparecimento meio destrambelho daquela figurinha de tom monocórdico que tinha a mania de nos dar aulas de Matemática 2.Como acontece nestes casos,e sendo mais velha e mais veterana e finalista que os ex combatentes do Vietname,e naturalmente que os restantes elementos daquele grupinho que se formara ás minhas custas por ligações em comum,a agradável Madalena aproxima-se timidamente daquela associação e desenvolve,desde logo,uma conversa aberta,profunda e extrovetida:”Oi…!”,ao que todos os elementos do grupo devolveram com um caloroso,”Oi…!” Todos menos o Cebola,que não parava de lhe olhar prás mamas!O Cebola era um tipo complicado.De facto aquele TOP desenvolvia qualquer “par” do mundo…”Então,o que é que o prof.está a dar neste momento?”,perguntou ela,interessada,directamente ao Cebola demostrando claramente que tinha ali caido de pára-quedas visto estarmos quase no fim do semestre…”B..Bom,penso que…eee..estamos a dar a Primitivação de funções racionais!”,respondeu o Cebola a tremer das mãos como com todas as raparigas se se lhe aproximam da beira.De referir que “Cebola” era alcunha,e fazia tanto mais sentido quanto maior fosse a aproximação á sua boca,pois é,Madalena compreendeu este facto e virou as suas “baterias”noutra direcção.”Então,vocês vêem sempre a esta aula?Nunca vos ví por cá?”,pergunta a simpática Madalena olhando agora para a minha pessoa.No fundo quem nunca tinha dado sinais de vida teria sido ela,a agradável Madalena.Naquela pergunta pairava investigação.A caça tinha finalmente começado….”Sim,quase sempre.”,respondo quase desinteressado mas sempre com grande simpatia….O tempo avança e era hora da aula começar.Madalena não nos acompanhou nos lugares corridos do anfiteatro em que geralmente ficávamos sentados(mais ou menos a um terço a partir da frente).Madalena sentou-se justo por detrás de nós o três.Madalena investigou,investigou e voltou a investigar.Madalena não tirou um único apontamento,nem uma linha,nem um número,nem o rabisco da cabeça do prof.!Puto!Nada…Maldita aula aquela em que a minha pessoa se sentia 100% acordada,motivada,e empenhada para o serviço…Foi fatal.”Merda,não consigo passar tudo.Á velocidade que este animal escreve daqui a pouco vai-se-me o pulso embora pela janela.Bolas!Conseguiste apanhar tudo…?”,perguntou-me o Tó Mané que estava ao meu lado esquerdo.Tó Mané era um tipo impecável cujo sonho frustrado era o de ter ido para o Técnico tirar Engenharia Electrotécnica e quiçá,um dia,trabalhar na PT.”Sim,eu depois dou-te…”respondi descontraidamente.Por momentos um frio tétrico percorreu-me a espinha e um mau presentimento abalou ali a minha existência…Aula no fim.A minha saída por aquela porta foi aconpanhada por um pequeno toque de ombro como se de uma sentença se tratasse.Era ela.Madalena levanta a cabeça,estica o seu bonito peito prá frente o mais que consegue e pergunta:”Desculpa,podes emprestar-me os teus apontamentos de Matemática deste semestre??Ví que escrever bastante.Os teus apontamentos devem ser muito bons!!”…O tempo parou e por breves segundos,recordei experiências passadas.Fiz um compasso de espera como que á espera de intervenção divina que mantivesse aquele segundo parado por várias horas e pensei rapidamente que nem só de más experiências está feito o meu dia-dia académico.”OK,não há problema.Amanhã trago-te tudo o que tenho de Matemática…” ao que Madalena respondeu alegremente com um “Obrigado” e “Devolvo-te num instante”…De referir que no outro dia tinha os meus 3 cadernos de Matemática desse semestre presos minha á mão como se estivessem presos á vida.”Também não é para tanto.Lá porque no ano passado um qualquer cão na rua comeu um caderno inteiro que emprestei á Sónia,não quer dizer que vá acontecer algo idêntico desta vez”,pensei eu á entrada da sala para comigo…No ano passado a simpática Sónia,amiga de longa data…que eu conhecera 8 dias antes das aulas terminarem teve esse pequeno azar,a pobre!Ora vejam lá que um cão fugiu com os meus apontamentos no último dia de aulas…Olha que azar!!
“Olá,tudo bem?Onde anda essa cabeça…?!”,pergunta Madalena ao ver-me visivelmente compenetrado com a profunda reflexão…”Penso nos azares da vida.Enfim!Olha,aqui tens o que me pediste.Cuida bem deles e sê breve,tá?”,”Não te preocupes,na próxima aula cá estarei para os devolver.Muito obrigado!” Madalena não entrou comigo naquela aula….
Três dias passaram incluindo um fim-de-semana.Á hora marcada,no sítio do costume as minhas pernas começaram a ceder perante um novo pesadelo.”Não é possível,isto não me pode acontecer outra vez,Não,a mim não….!”Com 9 minutos de aula decorrida o suor encharcara-me.Á passagem dos 25 minutos o meu sangue já gelara e a 12 minutos do final ganhei a leve esperança de que se batesse fortemente com a cabeça na parede durante 5 minutos,matasse dois coelhos de uma só cajadada:Descongelava o sangue e matava a burrice…
Saí da sala a rogar pragas para qualquer coisa que mexesse.Ao fundo daquele corredor,apenas a presença de uma luz macia me podia compensar ou evitar um homicídio.Foi aí que a esperança voltou.Surgiu uma silhueta.Um contorno.Uma forma que me era conhecida e me enchia de confiança no ser humano outra vez.Uma figura que se aproximava cada vez mais de mim como que a dizer “Aqui estou eu…”.Sim aquela forma feminina aproximava-se de facto de mim.Aqueles corredores são um pouco escuros mas a mim enchiam-me de uma luz de esperança….Aquela era...sim,só podia ser….Madal…??....era o Cebola.Merda, era apenas o Cebola.Esqueci-me de vos dizer que o Cebola era transformista aos Domingos,Quartas e Sextas e não tinha tempo de voltar a casa de manhã para trocar de roupa.Sim,era uma visão terrorífica.Era a forma que ele tinha de justificar o estatuto de trabalhador-estudante para ir á época Especial em Setembro…e,ok,libertar a Mariazinha que havia dentro dele!!
Nunca mais vi Madalena…

ENTROPISTA!


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março 02, 2004

Sempre a crescer, sempre a aprender

Acabei de nascer, abri os meus olhos pela primeira vez e.... nada sei
Com 1 ano, aprendi a gatinhar, (já não era sem tempo puto de merda)
Aos 2 aninhos os palavras (ainda que "tortas") já começam a sair da minha boca
3 anos, a minha vida radicalmente mudou - já sei fazer algumas frases - aprendia expressar-me
Com 4 aprendi a fazer tudo e mais alguma coisa para "foder" as cabeças das educadoras
5 - aquela idade em que se pode dizer que nada mudou, ta tudo na mesma merda
Com 6 a mudança de escola foi inevitável. Tou na primária e surge então um ciclo de eu estava desejoso que nunca começasse (aulas, aulas, aulas e mais aulas)
Com 7 descobri que as gajas são alvos a admirar e a atacar
Ainda tenho 8 anos, sou mesmo ainda um puto, fodassssssssss
Agora que fiz 9 anos, está prevista uma nova mudança de escola
10 Muita merda fiz eu na escola (nada aprendi)
Mudei de escola, mudei de comportamento, pois o pai dá aulas nesta nova escola - tenho 11 anos
Ai como as gajas começam a ser boas - rica idade estes 12 anos
Com 13 primaveras, descobri um novo desporto - cu à bica - este é praticado todos os dias em que alguém faz anos
14 Gajas, sexo, gajas, sexo.....
Nova escola, novas responsabilidades, tenho de pensar o que faço da minha vida - 15
16 anos, sou uma criança e tanto alcool que já percorre no meu corpo
Aos 17 anos já deveria estar crescidinho, mas o décimo primeiro ano está a ser feito à pala das cábulas, pois só penso nas gajas que cada vez estão mais boas e "gostosas"
Tenho carta e vou pá capital porque tenho 18 anos
Com 19 anos a minha vida resume-se a aprender o caminho de Beja para Lisboa, de Lisboa para Beja e então e as gajas????
Muito importante os meus 20 anos, pois a mulher da minha vida apareceu....
21 anos, eu quero férias, tou farto da merda de universidade
Já com 22 anos, entro para o ultimo ano do curso, mas esta merda parece nunca mais acabar
23 - Depois de os fazer, possivelmente acabo o curso (possivelmente o caralho - tem de estar feito) e como dizem os velhadas, a melhor parte da vida já foi, agora é só trabalho. Mas enfim SOU ARQUITECTO.
24...
25...
26...

Enfim a partir daqui não sei mais nada, ainda tão para vir os dias. Mas se pensar bem, só posso chegar à conclusão que: "SÓ SEI QUE NADA SEI" - FODASSSSSSSSSS QUE MERDA
Que porra de vida é esta que eu ainda não aprendi nada de jeito??????

Crazy

Publicado por obicho em 12:02 AM | Comentários (8) | TrackBack

março 01, 2004

Jean Pierre, tu vas tomber!...

A constante aprendizagem foi e é condicão essencial na formacão do Homem, da sua evolucão e crescimento enquanto tal. A vida, por sua vez, faz-se de um conjunto de experiências que se acumulam enriquecendo cada indivíduo e dando-lhe a nocão do que é este processo a que convencionámos chamar "viver".
No entanto, e porque o Homem é um animal de interesses, qualquer experiência vivida terá que ter atrás de si um qualquer benefício, um qualquer estímulo... Tudo de acordo? Pois bem, sendo assim... SERÁ QUE ALGUÉM ME EXPLICA POR QUE RAIO DE CARGA D'ÁGUA (bonita expressão, esta...) VEM UM GAJO PARA A NEVE A MILHARES DE KM DE CASA PARA APRENDER A ANDAR EM CIMA DE UM BOCADO DE MADEIRA PARA CAIR DE 10 EM 10 SEGUNDOS? QUAL SERÁ O ESTÍMULO? OLHAR PARA O CÉU?!... BATER COM O FOCINHO NO CHÃO?!... A DOR?!...

O Comandante

Publicado por obicho em 09:31 AM | Comentários (6) | TrackBack

fevereiro 29, 2004

Azar Vs Sorte

Azar:

hoje não me apetece minimamente dissertar...

Sorte:

a dos nossos caros leitores, que não têm de levar com as minhas asneiras!


Tí Macoy

Publicado por obicho em 06:47 PM | Comentários (2) | TrackBack

TEMA DA PRÓXIMA SEMANA

A Academia do Bicho de 7 Cabeças (Academi bitch of seven eds) já fez a sua votação e o tema da proxima semana é (and da oscar gos to):Vivendo e aprendendo(lifing end lern).Boa noite (goode nite) e não se esqueçam, vejam sempre o Bicho (Always watch da Bitch)!

Publicado por obicho em 05:44 PM | Comentários (2) | TrackBack