(Mais um fado no fado, camané)
É tradição as quartas serem brancas.É tradição, por serem brancas as quartas, passarem as quintas a sextas.É tradição, por tudo o que se disse antes, serem duplas as sextas.Mas as tradições servem para ser quebradas, por isso esta semana tambem foi branca a sexta! Que posso eu dizer, sou um subversivo.
Mr.T
"...A wedding occurred, just outside Cavan in Ireland. To keep tradition going, everyone got pissed and the bride's and groom's families had a storming rage and begin wrecking the reception room and generally kicking the crap out of each other. The police get called in to break up the fight.
The following week, all members of both families appear in court. The fight continues in the court room until the Judge finally brings calm with the use of his hammer, shouting "Silence in Court."
The court room goes silent and Paddy (the best man) stands up and says, "Judge.. I was the best man at the wedding and I think I should explain what happened."
The Judge agrees and asks Paddy to take the stand. Paddy begins his explanation by telling the court that it is traditional in a Cavan wedding that the Best Man gets the first dance with the Bride.
The judge says, "OK."
"Well," said Paddy, "After I had finished the first dance, the music kept going, so I continued dancing to the second song, and after that the music kept going and I was dancing to the third song.. when all of a sudden the Groom leapt over the table, ran towards us and gave the Bride an unmerciful kick in her privates."
The Judge instantly responded... "Wow.. that must have hurt!"
Paddy replies "HURT!.. He broke three of my fingers!"
ENTROPISTA!
Será que a tradição ainda é o que era??? Eu acho que não. Após 5 meses do ano 2004, o nosso país e o mundo já não são o que eram, tudo está a mudar.
Ora vamos lá a ver…
A corrupção no futebol português em geral e na arbitragem em particular está a mudar, cada vez há mais. O Paulo Portas continua com a obsessão dos submarinos. A Manuela Ferreira Leite continua a “chupar-nos” os €€€. O Sporting está determinado em garantir o 3º lugar no campeonato. O Porto mais uma vez Campeão. O D. Duarte, continua a fazer filhos. A Elsa Raposo muda de namorado, como quem muda de roupa interior. A Cinha jardim faz plásticas. Os portugueses pensam que vão ser campeões do Euro 2004. O Bush ainda não desistiu da guerra do Iraque e o JB continua a fazer relações fortes.
Ora fodassss, afinal a tradição já não é o que era, tudo mudou e pelos vistos parece que para melhor.
Será que é verdade? Eu não posso acreditar.
Ainda bem que tudo está a mudar, pois eu já estava a ficar preocupado com tanta desorganização no nosso mundo em particular e em Portugal em geral. Tenho a certeza então que vou poder aproveitar ao máximo os tempos próximos e ficar descansado para as gerações vindouras, pois vão poder usufruir de tudo melhor….
Ou não…
Eye
PS – Que falta de inspiração, vou dormir que o meu mal é sono)
Pelas quinas do escudo português! Ouvi por aí dizer que andamos a hipotecar a nossa tradição enquanto povo. Tradição essa que não é mais do que a pedra basilar de toda uma cultura que se quer preservada para fazer frente ao papão dos tempos modernos - a globalização - que estende as suas garras e ameaça retirar-nos a identidade. No entanto, venho aqui deixar uma palavra de esperança. (E aqui começa a parte menos séria da “cena”).
Se alargarmos o conceito de tradição ou se considerarmos como tal comportamentos repetidos de uma forma contínua e insistente perpetuados entre gerações, facilmente iremos verificar que muitos dos costumes hoje implementados nesta sociedade que é a nossa, remontam, num ou noutro caso às alturas do nascimento da nação. É o caso desse hábito tão português que é o da violência doméstica. Esta realidade atroz é, segundo o ponto de vista aqui (desavergonhadamente) defendido, tão somente uma herança cultural intrínseca ao facto de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, ter arreado em forte na bastarda sua mãe e ter ganho um país com isso. Assim, sim! É de homem.
Também no campo do trabalho infantil fomos pioneiros. Lugar que só temos mantido à custa de muito esforço. Dos petizes, bem entendido. Sempre tivémos por hábito de colocar a nossa juventude a trabalhar desde bem cedo. Reis na flor da adolescência, são mote ao longo da nossa história. Um dos mais famosos pela demora que já leva sem que ninguém saiba do seu paradeiro é, obviamente, el Rey D. Sebastião (se não se lembrarem quem é, é o tipo o da música do José Cid. Oiçam-na e pode ser queaprendam alguma coisa). Se se confirmar a hipótese mais pessimista, que sua majestade morreu em combate por terras africanas, estamos perante um caso de acidente laboral (lá está!).
Noutro campo da sociedade, todos os anos confrontamos a mesma negra e macabra realidade, a sinistralidade automóvel que ceifa, ou melhor, debulha e enfarda milhares de vidas todos os anos. Entrar em contra-mão nas auto-estradas é natural. Tão natural quanto o foi para o Vasco que se enganou no caminho quando queria ir para a Índia e descobriu a América (para todos os que estão a pensar "então mas este gajo não percebe nada de História?" deixem-me dizer-lhes que, como alguns historiadores defendem, a proximidade da rota a terras de Vera Cruz, para uma navegador experimentado, daria sinais inequívocos da existência de terra. Mas, como a conjuntura política não seria ainda favorável dado a indefinição em torno do Tratado de Tordesilhas, Vasco da Gama terá prosseguido para a Índia voltando com essa informação entretanto mantida em segredo e que Pedro Álvares Cabral terá aproveitado. Defendida a minha reputação, continuemos).
Um outro colega seu que respondia pelo nome de Cristóvão Colombo, com dificuldade em encontrar emprego em terras lusas, após ter tentado ganhar a vida como saltimbanco a equilibrar ovos, emigrou para Espanha, conquistando ao seu serviço glória que nos apressámos a reivindicar (afinal de contas o gajo é portuga) e à qual nos encostámos. Qualquer coisa parecida ao viver dos rendimentos dos nossos emigrantes.
As saídas de território nacional nem sempre se fizeram só de razões de ordem laboral. A escolha de terras de Vera Cruz (Brasil, meus amigos, Brasil!) para “refúgio de férias” de uma figura púlica de Felgueiras, homónima de apelido, também não é ocasional. Já por volta de 1807 a corte portuguesa achou por bem dar corda aos sapatos não fosse o caso da coisa dar para o torto.
Pausa para esclarecimento: Quem esteja a ler esta mísera dissertação pode, por esta altura, estar ligeiramente ofendido no seu patriotismo, ou completamente descrente neste vosso amigo. Qualquer que seja o estado de espírito, o meu sincero obrigado por ter aguentado até aqui (este foi, oficialmente o último acto de auto-comiseração. Já deviam saber ao que vinham). Já foram fazer a mija da ordem? Então, siga!
Poderia ainda fazer aqui desfilar um rol de exemplos de acidentes domésticos (outro campo em que estamos muito bem colocados no panorama internacional) de Martim Moniz que se entalou, ao Salazar que caiu da cadeira e (felizmente) aleijou-se, passando por D. Maria Francisca que pariu D. Duarte de Bragança mas, basta! Já chega de maledicência!
Nem só de tristes e infelizes heranças se faz a história deste país à beira mar plantado. O primeiro atleta para-olímpico português, percursor da senda de vitórias dos seus sucessores, visionário vesgo, salvou o grande bastião da literatura portuguesa nadando com um só braço, vendo a meta com um só olho. Desportista ímpar, este Luís Vaz!
Hoje, alguns séculos volvidos, continuamos impregnados destas e doutras tradições que, como aqui expus, poderão ser heranças pesadas mas, simultaneamente, continuamos a ser capazes de grandes conquistas que nos enchem o peito e purgam a alma das merdas do dia a dia. Temos Camões, Saramago e Pessoa; Amália, Eusébio e Figo; fazemos Expos, Euros e Estádios; estradas, auto-estradas e pontes… e, PORRA! Na última até fizémos uma feijoada para comemorar!!! Ah, Portugal!
O Comandante
Há quem teorize, convenhamos com alguma coerência, que a existência de um sexto sentido, além dos cinco de índole comum, está intimamente relacionado com a capacidade de premonição ou de percepção.
Ao longo da existência humana a mulher foi a espécie viva que, por excelência, desenvolveu as suas capacidades de forma a se sobressair neste domínio neuro sensorial.
Está comprovado, não cientificamente mas em sentido prático, que a mulher tem uma capacidade superior, em relação ao homem, de antever ou perceber debaixo destas circunstâncias eventos para os quais, nós homens, nem nos passariam pela cabeça.
Digamos que a mulher tem sabido gerir esta vantagem em relação ao homem ao longo de sua existência.
De facto, o homem, devido à sua linearidade de acção, torna-se perceptível ou até mesmo previsível nos seus actos, acções e até mesmo pensamentos.
Sejamos honestos, quando nos deparamos com uma fêmea, vulgarmente denominada “BOA”, “GOSTOSA”, o que é que instantaneamente nos passa pela cabeça? (neste caso especifico, ambas cabeças) é pura e simplesmente o ritual de acasalamento! Nós sabemo-lo…elas…sabem-no!
Fico realmente pasmado quando elas se vangloriam, e com certa razão, de que ainda nós estamos a ir, já elas foram e vieram! (topam? ;p ). Ok, não posso atentar contra semelhante facto. Rendo-me pura e simplesmente às evidências.
Torna-se por estes e outros motivos clarividente que a mulher neste campo tem de levar a nota máxima. Podemos até dize-lo, com alguma mágoa no orgulho de macho, que não seríamos nada sem elas. É um pouco ambígua esta última citação, para alguns até excessiva, mas é claro este é apenas um ponto de vista que, devido à sua envolvencia, não deixa de ser posto em causa.
Reza a história secular que por detrás de um grande homem está uma grande mulher. É inquestionável. Mas deparamo-nos com o velho dilema: “Não se pode passar sem elas e nem se pode viver com elas!”.
Mas como não se pode ser bom em tudo ou não se pode ser o expoente máximo nos diversos domínios da vida quotidiana, devido à sua abrangência, então à que saber contentar-se com aquilo em que somos realmente BONS, ou seja, faze-las SOFRER.
Tí Macoy